SOBRE O BLOG
Paloma saiu de Salvador para tentar ganhar o mundo na cidade cinza.

Acompanhe aqui as aventuras dessa soteropolitana em Sampa.


SOBRE MIM
Jornalista e ainda na casa dos 20. Gosto de música (do tipo boa), Chico Buarque, cinema e tv, livros, revistas e fofocas, de rosa, pavê, wrêwrê, sanduíche e uma lista sem fim!


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Sexta-feira, Maio 29, 2009
10:30 AM





Como dinheiro se tornou artigo de luxo, aproveitei a sensacional promoção do Espaço Unibanco Augusta de quinta-feira para botar uns filminhos em dia.

O primeiro foi Budapeste, com Maria, também fã de Chico como eu. Ela gostou, eu não. Achei chato, longo, cansativo. Leonardo Medeiros é um ótimo José Costa: angustiado, frustado, vaidoso, confuso, obssessivo. Mas, não sei porquê, o filme não convenceu. E não foi pelo húngaro. O húngaro era até interessante de ouvir e não compreender absolutamente nada.

Faz muito tempo que li o livro e não lembro de muita coisa, mas lembro que quando li, rolou uma leve decepção. Esse é o problema de ser Chico Buarque. Quem gosta, e quem o acha "Deus" musicalmente, espera algo divino em outras áreas também. Lembro que ao ler Budapeste gostei da narrativa, mas definitivamente tenho outros autores preferidos. Mas na música, Chico ainda é imbatível. E... bem... a participação dele no filme foi meio constrangedora... eu, humilde que sou, acho que outras duas formas melhorariam a situação. Ele poderia aparecer em uma das conferências de Ghost Writer, ou então, que se identificasse como Chico Buarque ao pedir o autógrafo. Desculpem, mas isso não chega a ser um spoiler... é uma participação só para ter Chico ali, o que acho muito válido, claro. A fotografia do filme, claro, é muito boa! ;)

E depois de enrolar uns 80 beijinhos e ter meus dedos grudados de margarina e muito côco, fui com Juana para a segunda etapa, ver Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei. Como já haviam me dito, o documentário é sensacional. A história de vida dele é um absurdo, e a maneira como foi contada, com entrevistas e edição bacanas, me deixou fã de Cláudio Manoel e seus companheiros, Calvito Leal e Micael Langer. Eu não sabia quase nada sobre o cantor, além dele ser o pai de Simoninha e Max de Castro e de ter músicas muito legais como Sá Marina. Foi tocante. Ju e eu concordamos no momento mais sôco no estômago do filme, quando a ex-mulher relata a maneira como ele assistia aos show dos filhos, músicos e orgulhos de sua vida.

E na saída, caminhando pela rua fria embaixo de uma garoa chata, conversamos sobre as injustiças da vida. Porque algumas pessoas conseguem e outras não? Porque o talento às vezes não é o fundamental? E como a sorte, vida, destino ou sei lá o quê escolhe aqueles que terão boas oportunidades e os que tentarão e nunca se sentirão realizados? São questões que sempre serão discutidas sem nenhuma conclusão definitiva. É o tipo de mistério da vida que precisamos... não aceitar... apenas.. sei lá.



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Terça-feira, Maio 26, 2009
11:15 PM





Os pés, sutis em movimento, despertam reações, sensações e pensamentos.
Os olhos, afogados em um instante, observam com angústia, sinais do que passou.
E o tempo, instável e impreciso, é o único que nessa hora promete exterminar a dor.


Dias cheios com amigos queridos, com novos encontros, com movimentações e buscas.

E assim a vida segue...


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Terça-feira, Maio 19, 2009
9:03 PM





Sem namorado, sem emprego e sem dinheiro.

Esse é um daqueles momentos em que a gente pára e pensa: "que diabos eu estou fazendo com a minha vida?". E a resposta vem logo depois. Mentira. A resposta demora um pouquinho, no meio de milhões de pensamentos, mas em algum momento chega: "Estou vivendo!".

Fora a parte do sem dinheiro, que realmente desde que cheguei em SP ainda não consegui ganhar o bastante para guardar e economizar além do que já faço, todas as outras "perdas" foram escolhas que fiz.

Amo Reure, junto com meus pais e alguns amigos ele é um dos amores da minha vida e vai ser sempre, pela relação que criamos em 4 anos e que tem se demonstrado muito bacana, mesmo com o fim do namoro, e mesmo que eu às vezes tenha dúvidas, e ele, certezas, ou vice-versa.

No trabalho, apesar da imensa vontade de que funcionasse, às vezes simplesmente não acontece, por uma série de motivos. E mesmo sabendo das grandes possibilidades, e mesmo torcendo com toda vontade do mundo que tudo dê muito certo, porque sempre acreditei e sei que é possível sim que todos os projetos aconteçam, preferi seguir outro caminho. Eu realmente precisei optar por outro caminho, mesmo que ainda não saiba qual seja.

E me sinto grande, me sinto adulta por tomar decisões difíceis mas que, por conta do auto-conhecimento, sei que assim será melhor pra mim. É claro que também me sinto fracassada, mas esse não é o momento para auto-piedade.

Hoje liguei para a NET; diminuí a velocidade da internet e a quantidade de canais na TV a cabo. Liguei para a síndica do prédio e entrei em negociações e prazos relacionados ao meu apartamento. Enviei milhões de e-mails e tentei pensar em milhões de possibilidades e estratégias para tentar, mais uma vez, conseguir algum trabalho em minha área, na que eu me sinto mais segura e competente, na que me trouxe até SP. Mas se aparecer outra coisa interessante também, mais uma vez tentarei, mesmo que meses depois perceba que não é assim e comece tudo de novo.

Ok, isso de começar tudo de novo é bem estranho e cansativo. Hoje almocei com um amigo que acabou de se mudar. Andando pela Augusta, fui lhe mostrando lugares e o apresentando ao meu "universo". Que mesmo assim, em um ano, ainda não é totalmente meu. Mas não quer dizer que não seja, dá pra entender?

O fato de não gostar tanto nem sentir que fui feita para São Paulo, de sentir saudades de pessoas, dendê, pãozinho delícia e do mar, não quer dizer que eu esteja esperando qualquer desculpa para voltar para Salvador. Quem me conhece bem sabe exatamente que o que me angustia é a possibilidade de voltar, isso sim. A tatuagem, é uma homenagem saudosa de alguém que foi embora mas não quer esquecer de onde vem.

Mas esse é um momento novo. Um momento de começar tudo de novo. De tomar conta mais uma vez da minha vida, e ver como consigo me virar.

É claro que estou morrendo de medo, mas acho que o papel de mulher madura, cheia de controle e dona da situação pode me cair bem também! :)





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Sábado, Maio 16, 2009
12:58 PM





Ontem fui modelo, pela primeira vez na vida.

Na verdade, eu já havia "posado" de modelo uma vez, mas não conta tanto. Minto, foram duas vezes.

A primeira para Reure, quando fazíamos o Encarte e precisávamos de um pôster para divulgar o programa. Fiz uma maquiagem tosquinha, prendi o cabelo, pegamos vários encartes de bandas de amigos, ele pegou a câmera tosca e na parede de seu quarto no Costa Azul, tiramos a foto. Em outra situação, um fotógrafo do A Tarde também tirou nossa foto para ilustrar uma matéria sobre o programa. Mas essa não conta.

A outra vez foi para uma matéria de revista. Fiz várias fotos, num bar, bebendo mojito acompanhada por outra menina que bebia roska de frutas vermelhas. Depois dei uma declaração. Foi uma das situações engraçadas e surreais do meu incício em São Paulo.

Mas no esquema várias fotos em situações diferentes, com figurinos diferentes (ou sem figurino), essa foi a primeira vez.

Em uma tarde deliciosa de conversas, queixas, desabafos e conselhos, fiz pose para uma querida e talentosa amiga.

Foi estranho, bem estranho para falar a verdade. E eu, no auge da minha baixa auto-estima, não acreditei que fosse ficar bom. Acreditei que as fotos ficariam bacanas pelo bom gosto de Juana, mas não botei muita fé na minha figura. E me surpreendi. E gostei bastante de alguns resultados.

A partir de agora, sempre que ela me chamar, vou feliz e animada, mesmo com a possibilidade de ter meu cabelo queimado por causa de velas na beira de uma banheira, algumas dores musculares por certas posições e falta de roupa. Nunca mais duvidarei de Gisele Bundchen quando ela disser que sua profissão é dificil e vai além do glamour.

Acordei no meio da madrugada por culpa de um pesadelo do tipo desagradável para o coração. E escrevi. E enviei.

Quando finalmente tomei coragem de levantar para tomar café, travei uma batalha de força com o novo pote de geléia de damasco. Foi uma luta difícil, muito difícil. E apesar do meu institnto de mulherzinha ter me levado para sentar na cama, com a geléia no colo envolta no pano de prato, desolada sem saber o que fazer além de xingar e amaldiçoar o céu e todos os seus moradores por estar só e não ser forte, não desisti. Peguei uma faca e apesar do grande perigo que corri, consegui vencer mais esse desafio.

Talvez seja um sinal.


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Quinta-feira, Maio 14, 2009
4:18 PM





"Tenho apenas duas mãos, e o sentimento do mundo". Carlos Drummond de Andrade

E por ter tantos sentimentos, às vezes meto os pés pelas minhas duas mãos.

Mas eu sempre tento seguir o que o coração diz. (inspiração para título brega de novela)

Muitas vezes eu duvido do que ele diz. Muitas vezes eu nem sequer consigo acreditar que ele diz certas coisas.

Meu coração está enlouquecido, e totalmente fora de si.

Partirei em uma missão séria e importantíssima para trazê-lo de volta. Para que ele recupere seu equilíbrio, sua razão de coração e volte a bater no ritmo que eu preciso, que eu mereço.

Sinto saudades. E um montão de outras coisas.










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Domingo, Maio 10, 2009
12:15 PM





Hoje é dia das mães... e é mais uma data daquelas que eu nunca dei importância em Salvador mas que, estando longe, principalmente quando as coisas estão difícies, que fazem o peito doer e o coração ficar apertado.

Sou diferente da minha mãe na maioria dos aspectos, inclusive físicos. Ela sempre contou com raiva (e eu presenciei alguns desses momentos) quando pessoas achavam que ela era minha babá, nunca mãe, pela cor da pele diferente. Ela dizia "carreguei 9 meses na barriga para depois que sai, ninguém acreditar que esteve aqui dentro". Um absurdo mesmo.

Fiz uma tatuagem em homenagem à ela. Antes, ela fez uma em homenagem à mim. Distantes, nos relacionamos melhor do que morando juntas. Porque somos diferentes, e a convivência diária nos desgasta. Mas isso não quer dizer que não exista muito amor na relação. E é isso que com a passar dos anos, aprendo cada vez mais. O amor existe e se manifesta de várias maneiras. E mesmo que as relações não funcionem de um jeito, de outro podem dar certo, não matando o amor.

Ela nunca andou de avião, e morro de vontade que ela voe e venha conhecer um novo mundo, e voe mais alto e conheça novos mundos. Quero que ela chegue até aqui e veja minha casa, perceba como arrumei tudo, reconheça detalhes roubados da maneira que ela arrumava a nossa casa. Quero que ela saiba e confira de verdade como estou me saindo, talvez não tem bem até agora, mas do jeito que consegui. Quero que ela encontre sua foto, a mais linda de todas, que eu sempre adorei, destacada em minha parede. Quero que ela ande de avião pela primeira vez e que seja para me visitar. Talvez no meu aniversário. Sei que não demorará muito.

Sinto falta de escrever textos mais legais, leves e divertidos, como vários que já registrei no blog. Mas estou numa fase ruim, perdida, confusa, com sérias decisões que devem ser tomadas. Me sinto muito sozinha. Me sinto apavorada por ter que tomar conta de mim. Tenho feito isso desde que vim pra São Paulo, mas quando as coisas ficam difíceis é que a "responsabilidade" de cuidar de si parece pesar mais.

Não quero voltar atrás, não quero retroceder e começar tudo de novo. Não quero me ver sem alternativas, sem opções. Não sei exatamente o que quero. No dia de hoje eu quero gritar, quero que a angústia do meu peito saia, quero explodir, quero que todas as lágrimas caiam de uma vez.

Invejo quem é feliz o tempo inteiro, de verdade. Invejo quem tem certezas, quem tem sempre tudo resolvido, quem não se abala e não sofre. Invejo muito por ser tão insegura, passional, confusa e por não tem aprendido nada, não ter absorvido essa capacidade impassível, inatingível e inabalável que tanto invejo.

Sim, tenho muito medo de não ter forças para continuar insistindo em sobreviver numa cidade que talvez não seja o meu lugar.

Domingos não me fazem bem.






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Domingo, Maio 03, 2009
2:03 PM





Antecipei minha passagem e voltei de Recife antes do previsto... tudo foi bem, mas já estava na hora de voltar.

Festivais de Cinema são eventos interessantes, dos quais frequentei pouquíssimos nesses 27 anos de existência. Pessoas interessantes, conversas interessantes filmes interessan.. ok, alguns bons, outros ruins. Igual a tudo na vida. Para mim foi uma boa experiência. Foi bom ver como essa estrutura funciona e bom também estar naquele meio que, pelo visto, estará bastante presente na minha vida a partir de agora.

Em casa, certas definições de vida me entristeceram, mas, é assim que as coisas são.

E agora, é tentar organizar tudo. Organizar todos os aspectos da minha vida para aguentar bem e tirar de letra todas as mudanças que virão.


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