SOBRE O BLOG
Paloma saiu de Salvador para tentar ganhar o mundo na cidade cinza.

Acompanhe aqui as aventuras dessa soteropolitana em Sampa.


SOBRE MIM
Jornalista e ainda na casa dos 20. Gosto de música (do tipo boa), Chico Buarque, cinema e tv, livros, revistas e fofocas, de rosa, pavê, wrêwrê, sanduíche e uma lista sem fim!


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Quinta-feira, Março 19, 2009
9:56 AM





Estou ausente daqui...

Ausente daqui e do mundo que está fora do meu cotidiano. É sempre assim. Não consigo me dividir. Sou tragada pelo que faço no momento, e dificilmente tenho energias para o que quer que seja e esteja além dos muros construídos em uma nova realidade. E quando essa realidade ultrapassa os limites de horários e espaços, então me perco.

Às vezes preciso de puxões de orelha; preciso ser puxada pelo pé, como se eu fosse um balão prestes a seguir sem rumo pela imensidão azul, que precisa de uma mão enrolada no barbante. Preciso de intimações. Preciso de atenções. Porque não sou capaz de fazer isso, mesmo sentindo falta.

E tenho sentido falta de conversas e desabafos. De falar com quem realmente me conhece e é capaz de entender o que eu sinto, mesmo discordando, mas sem julgamentos radicais e receitas prontas para uma vida simples.

Sim, eu vejo problema em tudo. Sim, eu sinto todos os sentimentos do mundo de uma só vez. Sim, muitas vezes não sei como lidar com isso. Sim, sou repetitiva.

Estive pensando sobre problemas. Como é possível julgar se os problemas de alguém são mais importantes do que os de outra pessoa? Sempre achei isso muito difícil. Porque, o que é importante pra mim, o que me faz sentir de determinada maneira, pode não fazer efeito nenhum em você... e aí?

É claro que existem situações trágicas e de grandes dificuldades que vão além de questões que se tornam pequenas diante da dor. Eu já passei por algumas situações de grande dor, e tenho certeza que outras pessoas já passaram por situações piores... é clichê, eu sei, mas "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"... Caetano estava muito certo.

Continuo numa imensa montanha russa emocional. Continuo me procurando, querendo me encontrar, querendo descobrir o que é melhor pra mim, no que eu sou realmente boa, até onde consigo chegar, até onde posso tomar conta de mim sem surtar, me magoar, ser magoada, me entristecer, gritar, chorar, fugir, voltar e por fim, encontrar a resposta para a mesma pergunta de sempre: "que diabos eu estou fazendo nessa cidade?".

E a partir de hoje, tudo será diferente...














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Domingo, Março 08, 2009
9:19 AM





Meu sábado foi estranho.

O dia pareceu todo retalhado. Curto e extenso ao mesmo tempo.

Acordei às 7h30 da manhã, após ter dormido no meio da madrugada. Tomei banho, comi, me arrumei e então descobri que eu não precisaria ter feito nada disso. Liguei para um ator famoso, com quem até então eu só havia trocado e-mails, e desmarquei a gravação que faríamos com ele. Foi engraçado ouvir uma voz tão familiar de alguém que não conheço.

Dormi de novo por volta das 9h e tive longos sonhos reais, daqueles que poderiam ser descritos agora, detalhadamente.

Ao meio-dia, fui acordada pelo telefone. Uma querida amiga que mora em outro continente me ligou. Não conversávamos há meses. E falamos durante 1 hora. Às vezes acho que foi sonho.

Passei a tarde extremamente preguiçosa, sem coragem para fazer nada, absolutamente nada. Quando um pouco de ânimo apareceu, assisti com Reure o episódio de Lost dessa semana e vários de House da última temporada.

E então, no momento mais improvável, quando demos uma parada nas séries, eu tive vontade de tirar um cochilo, lá pelas 21h. Esse cochilo virou um sono profundo, mas tão profundo que nem sequer notei que Reure se arrumou e saiu de casa. Isso é muito difícil de acontecer. Sempre percebo movimentações, principalmente em sonos fora de hora. Odeio dormir fora de hora. Acordo em um estado de desorientação angustiante. Não gosto disso.

Despertei 00h30, assustada, procurando por ele sem encontrá-lo. Avistei um bilhetinho do lado de cama, dizendo que ele havia ido para o aniversário de um amigo. Eu devia ter ido. Mas não consegui.

Às 3h da manhã ele chegou em casa. E eu, claro, estava acordada.

Preciso tomar as rédeas da minha vida. Não posso deixar de lado e cuidar pouco do que realmente é importante e permitir ser consumida pelo que não vale tanto à pena.

Preciso ter foco, organização, tranquilidade e calma... preciso passar mais tempo com ele, até porque nos próximos meses nosso tempo será mais curto ainda.

Preciso cuidar mais da casa e não descuidar dos que eu amo e, principalmente, de mim.


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Quinta-feira, Março 05, 2009
9:06 AM





Estou meio perdida...

É como se não houvesse um chão para apoiar meus pés...

Flutuo em um espaço desconhecido, prazeroso, assustador e que desperta milhões de sentimentos de uma vez só em mim...

Não tenho controle, e acho que isso é o pior.

Só quero que o tempo passe, que tudo se ajeite, que o domínio sobre a vida e tudo o que é importante chegue...

E que em São Paulo volte a fazer frio! Nunca pensei que diria isso.

O mundo, ou o meu mundo, é muito louco.


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