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SOBRE O BLOG
Paloma saiu de Salvador para tentar ganhar o mundo na cidade cinza.
Acompanhe aqui as aventuras dessa soteropolitana em Sampa.
SOBRE MIM
Jornalista e ainda na casa dos 20. Gosto de música (do tipo boa), Chico Buarque, cinema e tv, livros, revistas e fofocas, de rosa, pavê, wrêwrê, sanduíche e uma lista sem fim!
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Quinta-feira, Outubro 30, 2008 9:37 PM
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Vou para o Rio revê-lo e relembrar como é tê-lo pra mim, mesmo que por um fim de semana em Ipanema.
E estou feliz, e ansiosa, e mais feliz, e nervosa, e novamente feliz, e confusa, e feliz, e feliz.
Nesse momento, estou enrolando para começar a arrumar a mala - coisa que sempre odiei fazer -, um pouco bêbada pelos dois chopp's, e apenas dois, tomados no Pub recém-aberto da Augusta após duas horas de conversa com Juana.
E estou entorpecida, pensando em tudo da minha vida...
Até a semana que vem.
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Vou para o Rio revê-lo e relembrar como é tê-lo pra mim, mesmo que por um fim de semana em Ipanema.
E estou feliz, e ansiosa, e mais feliz, e nervosa, e novamente feliz, e confusa, e feliz, e feliz.
Nesse momento, estou enrolando para começar a arrumar a mala - coisa que sempre odiei fazer -, um pouco bêbada pelos dois chopp's, e apenas dois, tomados no Pub recém-aberto da Augusta após duas horas de conversa com Juana.
E estou entorpecida, pensando em tudo da minha vida...
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Domingo, Outubro 26, 2008 10:26 AM
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Outro dia perguntei para paulistas qual era a comida típica de SP.
Porque nós temos o acarajé, mineiros o pão de queijo, gaúchos o churrasco, cariocas a feijoada, cearenses o baião de dois e por aí vai. E os paulistas? "Um chopp's e dois pastel" não conta (piadinha cretina, eu sei). Me disseram, depois de muito pensar, que o "virado à paulista" era paulista, óbvio. Ainda não entendi direito do que se trata esse prato além da mistura de um monte de coisas. Mas é fato que São Paulo é muito mais conhecida por ter restaurantes de todos os tipos de comida, inclusive de diferentes partes do mundo, do que pelo tal virado à paulista.
E isso é muito interessante dessa cidade. Eu gosto muito de ser baiana aqui. E sempre conversar com as pessoas sobre diferenças de sotaques, palavras ou coisas que para mim sempre foram muito óbvias, como a corda humana que divide quem pagou para estar dentro de um bloco no carnaval do folião pipoca, que é quem não paga mas vai "pulando" atrás do trio mesmo assim. Ou então, o fascinante escambo feito pelos Filhos de Gandhy, que negociam colares por beijos.
Eu gosto de estar em um lugar onde a frase mais dita e ouvida é "de onde você é?", porque nesse período em que estou aqui, devo ter conhecido a mesma quantidade de paulistas que de pessoas de outros estados. Cariocas, gaúchos, pernambucanos, mineiros... ainda não conheci ninguém do Acre.. uma pena.
Ontem fui levada por meus queridos conterrâneos retirantes Gabinha, Rafa e Josh no "El Mariachi", restaurante mexicano sensacional, como eu nunca tinha visto. Brega no melhor estilo que o brega pode ser, com comida sensacional, daquele tipo que não usa doritos para nachos, caseira mesmo, e deliciosa. Sim, adoro comida mexicana. Outro dia mesmo fui comer Kebab e cheguei à conclusão que prefiro tacos. Nessa disputa, os turcos perderam.
Pois bem, além da comida e das margueritas e restaurante me ganhou pela música. O nome não decepciona. Mariachis usando sombreros e roupinhas típicas fizeram a alegria da noite. Três violonistas, um violinista e um trompetista (com cara de alemão, diga-se de passagem), nos deixaram em êxtase a noite toda cantando de "La bamba" até "Cucurucucu Paloma" - para meu delírio, claro.
Foi uma bela noite, com belas companhias, que me fez amar estar em SP.
E da próxima vez, Gabinha e eu tomaremos mais margueritas gigantes, nos juntaremos aos músicos e cantaremos "La Barca". Fato.
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Quinta-feira, Outubro 23, 2008 9:56 PM
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Porque hoje foi mais um dia, dos meus típicos dias paulistanos.
Me aborreci, me frustei e, como boa gordinha que sou, curei tudo com crepes variados.
Fui dona-de-mim e apesar de saber que ainda não sou eu quem paga, resolvi sozinha a questão que tanto me angustiava.
Atravessei raios, trovões, tempestades, correntezas e grandes perigos com ela que sempre me acompanha nos drinks e saídas de mulher, e sempre sabe me dizer as coisas certas, principalmente para me mostrar as situações erradas.
E senti saudades das minhas queridas, que semana passada me ligaram do nosso mexicano preferido, e que eu queria muito, mas muito mesmo, que estivessem ali, sentadas na nossa mesa, em pleno Barão de Itararé, formando nosso "grupinho".
E senti saudades dele, e uma vontade absurda que o tempo passe logo, e que, ao contrário do que vivi e fiz minha vida inteira por ser filha única, possamos dividir tudo, inclusive nossas vidas. Mas nem tanto, porque individualidade é tudo numa relação*. (*pensamento maduro).
E descobri que agora tenho pai e mãe tatuados.
E que em dezembro descobrirei um universo parelelo na cidade que deixei há meses atrás.
Sim, irei para Salvador em breve.
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Sábado, Outubro 18, 2008 2:37 PM
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Esse mês paguei o aluguel e todas as minhas contas sozinha, sem a ajuda de ninguém. Apesar da pouca grana que restou, me senti bem, muito bem por enfim estar independente do jeito que eu queria quando saí de casa.
Infelizmente ainda não posso fazer tudo o que quero e ser "dona de mim" a ponto de poder ir para Salvador quando quiser... por isso pedi ajuda, e mais uma vez me decepcionei com quem por genética, convenção, obrigação ou afeto, deveria ser aquela pessoa que eu sempre contaria, que sempre me traria segurança. Mas crescer é perceber que o mundo não é cor-de-rosa. E isso, percebi muito antes de virar adulta.
Não gosto de ser enrolada. Não gosto de ter fama de "ansiosa" sem motivo. Porque todos os motivos da minha ansiedade, para quem conhece minha família são óbvios. Sou ansiosa porque sei que confiar cegamente e pelo menos uma vez na vida relaxar esperando que a questão seja resolvida é um privilégio que nunca tive. Os egoístas conseguem. Eu não.
Sempre precisei ser coerente, centrada e estável em meio às neuroses do ambiente em que fui criada. E é assim que é. E sempre foi. E mudar de cidade pode, enfim, permitir que eu me preocupe apenas com os meus próprios problemas e minhas próprioas neuroses. Falar é fácil. Se fosse assim, se a distância fosse tão milagrosa, eu não estaria aqui, nesse momento, desabafando minhas angústias e frustrações.
No dia de ontem me aborreci. E almocei no tailandês. E jantei no turco. E me distraí.
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Domingo, Outubro 12, 2008 7:40 PM
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E a enxqueca me consome, desde o momento em que acordei.
O fim de semana foi completamente fora de todos os planejamento que eu tinha para ele.
Na sexta, saí pela primeira vez com as pessoas do trabalho. Começamos o "happy hour" num boteco, e terminamos no outro dia no Vegas, lugarzinho pitoresco da Augusta que eu sempre pensei que fosse um puteiro, talvez pela entrada toda forrada por um acolchoado dourado. Mas pitoresco mesmo foi estar ali, com as pessoas do trabalho.
No sábado não consegui sair da cama e ir para um caruru baiano; não consegui me planejar para passar em um aniversário paulista, e o show carioca da Canastra, banda que sempre quis ver ao vivo, também foi trocado por um sofá aconchegante e conversas com pessoas novas, além de algumas já familiares. E mais uma vez, voltei para casa com o céu azul.
E nesses últimos dias, pensei muito sobre coincidências. Meus pais, quase simultâneamente, ligaram para minha casa. Enquanto eu dizia para minha mãe que queria voltar a domir, a chamada em espera do telefone tocou, e quando atendi, era meu pai, que diga-se de passagem, nunca me liga (acho que foi pelo dia das crianças, apesar dele não tocar no assunto). Minha mãe queria que eu fosse na internet para me mostrar pela webcam o presente pelo meu dia. Pois é, para eles, hoje é meu dia.
Já disse milhões de vezes aqui como SP me deixa musical. Sempre fui, mas parece que ultimamente meus momentos têm uma trilha sonora mais marcada e explícita do que antes. Ou não, só porque descrevo o agora, ele parece ter mais importância. Fato é que a descoberta e obsessão da semana é "Come On Feel The Noise", do Quiet Riot. Baixei a versão original e a do Oasis e ouvi repetidas vezes cada uma delas, cada vez gostando mais da música.
Quando enchi o saco de ouví-las e de ficar na frente do computador, liguei a TV. Comecei a assistir os cinco minutos finais de um capítulo da última temporada de Gilmore Girls, série que sempre me fez torcer o nariz, até me conquistar completamente pelo roteiro inteligente, principalmente pelos diálogos entre Lorelai e Rory, com todo o humor ácido e referências bacanas que elas usavam.
Na cena desse capítulo, exatamente no momento em que parei para assistir, três personagens estavam em um carro escolhendo músicas para ouvir no rádio. Uma delas é "Come On Feel The Noise", a original. Achei surreal. Nunca tinha ouvido falar, muito menos escutado até ser apresentada a ela numa versão bossa nova. E agora que ouvi, ela me aparece até na TV. Doido, né? Mas em Gilmore Girls, os personagens mudaram a estação e preferiram outra trilha. Talvez seja a minha hora de fazer isso também.
E o fim de semana está acabando...
E eu comi caruru...
E continuo com enxaqueca.
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Segunda-feira, Outubro 06, 2008 8:48 PM
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Chove em SP... e eu, que nunca gostei de sair de casa com a água caindo do céu, me diverti.
Coloquei um par de botas (não as galochas, que são extravagantes demais para meu local de trabalho), o sobretudo no melhor estilo Holly Golightly/Audrey Hepburn em "Bonequinha de Luxo" - lindíssimo que minha mãe tinha sabe-lá-deus-porque em Salvador e acredito que nunca tenha usado, guarda-chuva e uma bolsa enorme que sempre foi usada nos dias mais ensolarados de praia, mas que por ser impermeável, é perfeita para os dias de chuva.
E saí, bem protegida, ouvindo o novo CD de Marcelo Camelo, pensando na vida, na Augusta e nas pessoas que cruzam o meu caminho. Na volta para casa, ri sozinha após atravessar um mar de guarda-chuvas na Paulista, em uma dança involuntária de desvios e esbarrões em diferentes cores, estampas e tamanhos.
Quando eu era pequena, meu pai nunca me deixava sair de casa nos dias chuvosos. Nem para ir na escola. Mas me chamava para tomar banho de chuva no quintal de casa.
O fim de semana foi musical. Teve bossa nova cantada por pseudos "Desafinados" talentosos. Teve repertório trash berrado em mais um karaokê trash descoberto por acaso. Teve cantoria profissional que me fez perceber o quão mal eu canto. Mas não me importo. Sempre terei a Liberdade. Até o sol raiar...
E pensei, confesso, em várias opções diferentes, divertidas, sérias, trágicas ou simplesmente histórias que pudessem justificar a minha impossibilidade em exercer meu direito de cidadã (é claro que não acredito nisso, e que acho essa frase-feita patética).
Fato é que justificar o voto é simplesmente preencher uma fichinha com seu nome, o nome da sua mãe e o número do seu título de eleitor. Pronto. Justificar mesmo, você não precisa. Você só tem que sair da sua casa num domingo depois de ter dormido pouco para preencher a tal fichinha numa sala cheia de companheiros retirantes que provavelmente compartilham de algo mais além da distância de casa: a falta de interesse por política.
E ACM Neto perdeu; nem sequer foi para o segundo turno.
Bom.. muito bom.
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Sexta-feira, Outubro 03, 2008 10:12 AM
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Não fui pro VMB, apesar da vontade sociológica de participar de um evento tão "pitoresco", ainda mais com uma mega caravana baiana que foi pra lá.
Não teve problema. Fui pro CB. Dancei ao som de Crazy Legs (trio bacana de rockabilly) e de João Gordo como DJ, e um bom DJ, que ao contrário do esperado, tocou vários clássicos do jazz.
Tivemos vontade de perguntar porque ele não estava na boca livre vip da festa da MTV...
E hoje, acordei cedo, com o cabelo cheirando a cigarro, os olhos pretos de rímel mal tirado, e sede, muita sede. Mas sei me recompor, e bem...
Acabei de tomar mais vacinas. Inclusive de tétano. Doeu na hora e me avisaram que amanhã, sábado, não conseguirei mexer os braços. Bom saber..
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