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SOBRE O BLOG
Paloma saiu de Salvador para tentar ganhar o mundo na cidade cinza.
Acompanhe aqui as aventuras dessa soteropolitana em Sampa.
SOBRE MIM
Jornalista e ainda na casa dos 20. Gosto de música (do tipo boa), Chico Buarque, cinema e tv, livros, revistas e fofocas, de rosa, pavê, wrêwrê, sanduíche e uma lista sem fim!
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Terça-feira, Setembro 30, 2008 8:48 AM
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Hoje sonhei que minha mãe se oferecia para levar e trocar o estabilizador queimado na fábrica.
Eu deveria ter feito isso na semana passada e não fiz. Esperei o último dia de garantia (hoje), e claro, não pude ir até o centro da cidade antes do trabalho para resolver esse problema.
Em Salvador, é óbvio que eu pediria para minha mãe dar um jeito, e nem me abalaria para descobrir o problema na rede elétrica. Aqui eu sei: burrice. Comprei um aparelho errado. Voltei na loja e peguei outro. Não fui capaz de olhar as instruções na caixa que aletavam as limitações dele. E claro, deu merda. E claro, perdi dinheiro. E claro, estou puta comigo mesma.
Saiu minha escala de fim de ano e poderei passar o reveillon e alguns dias em Salvador. Agora começa a novela de comprar a passagem. Mas confesso que comprar passagem com tanta antecedência me assusta. Mas é fato que esse será o único momento em que poderei voltar para "casa" por mais de um fim de semana.
Indefinições e incertezas ainda me assustam? Mesmo depois de SP? Como é possível?
Simples: mudei bastante, mas não tanto assim...
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Quarta-feira, Setembro 24, 2008 10:50 AM
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E hoje o mundo parece fazer sentido.
E o meu coração, tão inquieto, parece ter encontrado o caminho para voltar a pulsar sem arritmias desesperadas.
Porque, de tanto bater, um dia ele pode parar. Mas agora, pelo menos por agora, o pulsar segue um ritmo constante, assim como ponteiros de segundos, contando devagar a urgentemente o tempo para o reencontro. Porque só a partir dele, aí sim, saberemos exatamente como está a sintonia de nossas pulsações.
E precisei, no curto espaço de duas horas, ouvir o que queria.
E de forma muito egoísta ficar feliz com as inseguranças do outro, com sentimentos que sei, racionalmente, que nunca deveriam existem pela sanidade de qualquer um. Mas racionalmente, a grande bateria composta por tambores, atabaques, panelas e caixinhas de fósforos, nunca produziria o melhor e mais prazeroso som de todos, produzido por um, provocado por outro, e compartilhado por dois.
E que venha a minha calma.
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Quarta-feira, Setembro 17, 2008 10:05 PM
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"Alegria e tristeza não são como água e óleo. Elas coexistem."
Hoje no fim do dia, andando do trabalho até o cinema, pensei muito sobre isso, sem saber que alguns minutos depois ouviria essa frase em "Ensaio Sobre a Cegueira" ou "Blindess" (que no caso nem é o título original.. ou seria, já que o filme é falado em inglês?).
Eu estava triste, angustiada e agoniada com o rumo de certos aspectos da minha vida. E me senti só, extremamente só.
Às vezes fico bem indo para o cinema comigo mesma. Hoje percebei que às vezes não. Mas quando cheguei lá, pedi comida, sentei no café, observei as pessoas e de repente me senti bem. Bem apenas por estar ali, sozinha e saber que enfim posso fazer as coisas sozinha, e não depender sempre de ter alguém ao lado. Mas também, posso ficar triste por esse mesmo motivo em segundos. E posso amar e odiar ao mesmo tempo. E sentir euforia e desânimo com uma diferença de segundos. E ser equilibrada e bipolar.
O filme é muito bom, Meireles, o primeiro Valdeci de Ernesto Varela não decepciona de jeito nenhum.
Entendi perfeitamente porque Saramago chorou, e me revoltei completamente pensando porque não deram para ele fazer a adaptação de um livro de García Marquez. Nem sei se ele gostaria. Mas pelo menos, tenho a certeza que não seria a coisa sofrível que "O Amor nos Tempos do Cólera" foi.
Li "Ensaio sobre a Cegueira" há muitos anos, e lembrava do essencial, do mais importante que deveria ser lembrado, mas confesso que os detalhes me fugiram. Só lembro que foi um livro que li aos poucos não por falta de tempo ou motivos corriqueiros, e sim, por auto-preservação. Eram vários socos no estômago por página, e minhas gastrites não suportariam tudo de uma vez.
Esse é um bom exemplo de adaptação bem feita. Saí feliz do cinema por isso. E angustiada por pensar nas pessoas. E pensar que se realmente acontece algo do tipo, seria daquela maneira que as pessoas agiriam. Porque é assim que é. E isso me assusta. Mas não pensarei nisso agora.
E sim, sou um liquidificador ambulante.
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Terça-feira, Setembro 16, 2008 6:55 PM
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Surto.
"Nos últimos dois dias eu dormi, no máximo, às 21h30... envelheci.. ou fui tragada pelo clichê paulista de "ela vive pra trabalhar".. que triste isso.. e andei tendo sonhos loucos.. e te liguei e vc estava tendo sonhos agarradas com seu neném.. e estou surtando, nesse momento, contando os minutos pra ir pra casa... e... acho que devo escrever no meu blog ou falar com vc pelo telefone, não por scrap, né? Pense numa pessoa surtada... " - esse foi o scrap que enviei hoje para uma querida amiga.
Pela data do mês não é TPM.
Pela temperatura do dia, pode ser o frio.
Pelos anos de busca pelo auto-conhecimento, é o meu normal.
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Sábado, Setembro 13, 2008 11:29 AM
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Sempre música...
Essa semana descobri que aquela música tão familiar que tocava em um CD com várias mp3 vindas de Salvador, era a mesma incidental que o Cascadura tocava após "Mesmo eu estando do outro lado", e ainda foi a mesma que fez com que ele sentisse saudades e vontade de estar e dançar comigo em Salvador.
E descendo a Augusta na quinta-feira após o trabalho, eu acabara de escutar meu CD preferido do Mombojó, porque hoje tem show e eu quero cantar junto, quando, de repente, vejo os caras da banda passando por mim. Nesse momento, eu ouvia a segunda música de "She & Him", que foi CD seguinte, e por isso, não parei os caras como uma tiete louca e mostrei que eu os ouvia no meu mp3... essa história me lembra alguma outra..
Na sexta-feira, senti dor de dente pela primeira vez na vida. Tenho pânico de dentista, sempre tive. E sempre conto a história de que a primeira coisa que fiz ao recuperar alguma consciência após um acidente de carro que tive, foi contar cada um dos meus dentes com a língua para ter a certeza de que não precisaria mexer em nada ali. Não importava o braço, a clavícula, a boca e nariz quebrados, o que importava, era não precisar ir no dentista.
Pois é.. senti dor, e acho que é culpa dos sisos que estão nascendo. Com 27 anos recém-completados, é foda ter dentes ainda nascendo. Mas, outra história que contei bastante no dia de ontem, é que enquanto minhas amigas já beijavam na boca, eu ainda tinha várias dentes de leite que demoraram horrores para cair. E nunca fiz uma obturação. Minto, fiz uma pequena entre os dois dentes da frente, mas do tipo que só precisa de massinha e tal... nunca precisei fazer canal nem coisas mais complicadas, tamanho é meu pânico. Sempre achei que fosse a lei da compensação. Dei o azar de ter muitos pêlos e sofrer todo o mês na depilação, portanto, que pelo menos não precise ir muito no dentista. Minha mãe, tinha tanto medo de ter que fazer parto natural que eu sentei dentro da barriga dela, portanto, só pude sair com cirurgia. Às vezes a natureza age ao nosso favor. Às vezes não.
Esse seria o pior momento para tirar os sisos, longe de casa e de pessoas que saibam fazer purê de batata, milk-shake e cuidem de mim 24 horas por dia quando eu for um vegetal sem dentes. Mas ainda não tenho certeza. Passei o dia atrás de uma querida dentista que conheci aqui em SP e à noite, deu uma olhadinha na minha boca. Mas definições mesmo teremos segunda, quando eu for no consultório dela para tirar radiografias etc.
E com dor de dente, acompanhei uma equipe de TV que foi até o Instituto para gravar uma matéria sobre o projeto de Humanização em hospitais. O projeto é bacana e essa parte do trabalho também. Me sinto um pouco mais perto das minhas raízes televisivas, mesmo que organizando e só acompanhando o trabalho dos outros.
Mas a música não pode parar. O aniversário de uma queirda meio-baiana, meio-paulista foi num Karaokê de cabine na Liberdade. Karaokês sempre são divertidos. E sempre começam desanimados e depois pegam fogo. E ontem foi ótimo, pelas companhias, conversas e músicas.
Afinal, quem canta, seus males espanta. Clichê legal esse... e o sucesso dessa noite foi, sem dúvida, "The Tide Is High".
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Terça-feira, Setembro 09, 2008 9:09 AM
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A minha instabilidade emocional continua...
Às vezes eu acho que estou bem, enfim bem... mas aí, quando a noite chega, eu deito na cama, fecho os olhos e penso "o que é que estou fazendo aqui?", começo a desconfiar que não é bem assim.
Mas logo depois converso com alguéns que, de fora, percebem e me dizem o que tem acontecido comigo. E me acalmo.
E volto a me sentir às vezes bem, às vezes mal, às vezes triste, às vezes feliz, às vezes um poço de inseguranças e às vezes um pouquinho mais segura (como nunca fui).
E continuo levando a vida, trabalhando, encontrando pessoas, comendo abará e acarajé, sentindo saudades...
Tenho milhões de coisas para escrever e descrever, mas agora não quero. Ainda estou pensativa demais para isso.
Odeio ficar assim, odeio pensar demais, odeio não conseguir não pensar em nada nunca.
Sempre tenho a impressão que meu cérebro vai derreter a qualquer momento pelo excesso de neuroses e questões sem solução, que são apenas questões que procuro e encontro para me angustiar mais e mais.
E continuo buscando a tal leveza..
E ontem finalmente descobri de onde conhecia "Harvest Moon", ou pelo menos, só o seu refrão.
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Quinta-feira, Setembro 04, 2008 8:47 AM
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Ontem tomei vacinas...
Minha chefa me puxou pelo braço e nos dois braços tomei vacinas contra rubéola, caxumba, sarampo e hepatite B.. foi um sopro de vida saudável após uma noite que deveria ser tranquila e terminar cedo, mas foi regada a comida, conversas e muito vinho - acompanhado por muito água mineral, claro. Mas é lógico que não estou reclamando!
Chico fala nos extras de um dos dvd's dele como é engraçada essa questão da "água mineral"... porque a água que a gente compra para beber só não é mineral quando é vegetal, no caso da água de côco. Depois disso, é impossível comprar água mineral sem pensar em Buarque. E sinto falta da água vegetal. Aqui até tem, não é praticamente inexistente como pãozinho delícia, mas é difícil encontrar nos bares por exemplo.
Não vou para o show de Madona, droga!
E agora não consigo lembrar das várias coisas que passo os dias pensando "vou escrever sobre isso no blog"..
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Segunda-feira, Setembro 01, 2008 7:38 PM
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Meu agosto terminou com bobeira em casa, DVD de Chico, moqueca, vinho, água, conversas e mais conversas, filme chinês, Los Hermanos e frio.
E o Encarte foi indicado ao prêmio Dynamite na categoria "Programa de TV", junto com alguns independentes, além do Metrópolis, Jornal da MTV e outros que não lembro. Doido isso.. depois que acaba, somos indicados a alguma coisa.
Bateu saudade. Gostaria muito de continuar fazendo o programa. Muito. Era exatamente o que eu gostaria de fazer agora. E escrever críticas sobre TV. E viajar. E um montão de outras coisas. Mas não sou o tipo empreendedora, nunca fui. Apesar que tenho feito milhões de outras coisas também, que não merecem o desmerecimento. São coisas cotidianas sim, mas não menos importantes - talvez menos divertidas. Às vezes sim, às vezes não.
Estou com sono.
E o dendê voltou a correr pelas veias, mesmo que por um instante.
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