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SOBRE O BLOG
Paloma saiu de Salvador para tentar ganhar o mundo na cidade cinza.
Acompanhe aqui as aventuras dessa soteropolitana em Sampa.
SOBRE MIM
Jornalista e ainda na casa dos 20. Gosto de música (do tipo boa), Chico Buarque, cinema e tv, livros, revistas e fofocas, de rosa, pavê, wrêwrê, sanduíche e uma lista sem fim!
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Sábado, Agosto 30, 2008 10:38 AM
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Na sexta dormi cedo, triste, pensando no curso de extensão em análise de seriados que acontecerá na Facom no fim de setembro, gratuito, com uma professora de Barcelona, e eu não poderia ir.
Seria o momento perfeito para voltar a Salvador, passaria uma semana estudando algo que adoro (tentaria empurrar minha mongrafia e quem sabe até conseguir informações sobre grupos de pesquisas e bolsas na Espanha sobre o tema), reveria todos, tomaria banho de mar, comeria pãozinho delícia e acarajé. Mas não posso porque o curso, claro, acontecerá no mês em que estou com um trabalho impossível de ser deixado, mesmo que por uma semana. Até tive esperança, daquela que é sempre a última que morre, mas a resposta da minha chefa foi a esperada, infelizmente esperada.
E hoje, sábado, acordei cedo. Foi um acordar natural, sem a obrigação de todos os dias, o que já é bem relaxante. E enfim, recuperei o controle da minha casa, principalmente, da geladeira.
É incrível como hóspedes podem mudar o contexto das coisas. Hoje joguei fora milhões de coisas muito estragadas, da galera que passava por aí, comprava, mas não tinha tempo de comer, e a coisa ía ficando, ficando, ficando... e com minha nova rotina, de passar o dia fora, nem tenho coragem e disposição para abrir a geladeira e arrumar as coisas durante a semana, portanto, os dois dias conhecidos pela maioria como de relax total, são de arrumação para mim, pelo menos nesse momento.
Mas, aos pouco, começo a voltar à minha rotina de meses atrás, completamente alterada em agosto. Voltei a estar só. Pelo menos em casa.
Preciso tomar coragem para enfrentar o dia frio e procurar um estabilizador ou filtro de linha para, enfim, tomar outra coragem e tirar as milhões de tomadas e fios emaranhados num único ponto e testar meu novo aparelho de DVD, presente da minha mãe. Odeio mexer com essas coisa, sempre espero um curtp-circutio, uma grande explosão, um incêndio ou tudo de trágico que possa acontecer. Dramática? Claro que não..
Na verdade, tenho várias frustrações na vida. Não ter me dedicado ao piano ou aos esportes, principalmente ao tennis, são duas delas. As outras têm surgido aos poucos, e são todas relacionadas às vezes que meu pai fazia e me explicava as operações detalhadas e sempre confusas de marcenaria, encanamento e fiação. Ah, e informática. Nunca me interessei. Podia pelo menos ter aprendido os ensinamentos básicos. Nem isso. Uma pena...
E conversei com Reure sobre coisas que sinto e não sinto sobre nós... é tão estranho e complicado. Mas esse não é um assunto para ser tratado aqui... nem pelo telefone, na real.. mas relacionamentos à distância são assim, não é mesmo?
Odeio namorar à distância, odeio falar pouco e trocar alguns e-mail com resumos de coisas interessantes que têm acontecido. Odeio não dormir abraçado, mesmo que depois eu largue e vá para o canto oposto da cama sabendo que em qualquer hora da noite posso voltar e ele estará lá. Odeio não ter os pequenos detalhes, os olhares, os sorrisos, os carinhos, abraços e beijos. Sinto tanta falta dos beijos, e de poder agarrá-lo e beijá-lo na boca em qualquer lugar, em qualquer momento. Sinto falta de dançar junto, mesmo que não seja um local apropriado, mas com a certeza de que isso nunca o impediria de passar por cima de toda a minha timidez e dançar mesmo assim. Odeio estar longe dele cada vez mais, e às vezes me esquecer de tudo isso. E para quem não queria tratar desse assunto aqui, já falei demais.
Ok, vou parar de enrolar - acho que por isso escrevi tanto - e partir para a busca de várias tomadas reunidas em um único lugar. Me desejem sorte.
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Sexta-feira, Agosto 29, 2008 9:06 AM
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Mais da série "coisas loucas que acontecem em SP".
Sim, eu conheci Sérgio Malandro.
Não, eu não gostava dele desde a fase pós-Lua de Cristal (ok, Sonho de Verão também era bacana).
Sim, depois de uma noite de bar, com ele sentado do meu lado contando várias histórias engraçadas sobre sua infância, Xuxa, Marlene Matos, Paquitas e mais um milhão de outras coisas, confesso que simpatizei com a figura.
Não, justificarei meu voto e por isso não votarei nele para vereador.
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Quinta-feira, Agosto 28, 2008 8:38 AM
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A partir de hoje ficarei sem minha metade lôra...
Di voltará para a vida dela em Salvador e eu fico muito feliz que ela tenha ficado feliz com a minha vida aqui em SP, com os lugares e pessoas que conheceu, com as gargalhadas e verborragias de sempre que há muito não compartilhávamos. Fico feliz porque sei que ela voltará sempre que puder. Eu também quero conseguir voltar sempre que puder. Mas ainda não.
Já é final do meu mês, e esse ano, ele foi surreal.
Revi amigos queridos de Salvador e os reuni com novos amigos queridos daqui. Aprendi a receber hóspedes em casa, que virou praticamente um albergue, e tenho certeza que apesar das reclamações, sentirei um vazio imenso e saudades das várias toalhas penduradas em meu banheiro.
Consegui um trabalho, conheço novas pessoas e convivo com uma realidade bem diferente da que eu estava acostumadas todos os dias.
Fiz farra, muita farra, e estou com sono acumulado por uns 3 meses, mas feliz da vida, cheia de lembranças e histórias para contar.
Tive aniversários, vários, e até hoje comemoro.
Continuo sentindo saudades, muitas, e uma vazio muito grande dos que amo e estão longe. Mas estou bem. De verdade.
Hoje estou social. O Governador virá até meu trabalho para uma solenidade Anti-Tabagista, resumindo bem a história.
Deixei o allstar velhinho em casa, e vim social. Enfim, adulta. Só não garanto que por muito tempo. :)
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Sábado, Agosto 23, 2008 2:13 PM
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27.
Sobrevivi aos aniversários. Sim, no plural. Tive duas comemorações deliciosas.
Na quinta, o "pré-aniversário" com os amigos que não estariam aqui no dia certo.. apesar que depois da meia-notie já era o dia certo.. e a comemoração se estendeu até as 5 da manhã, mas só porque eu, responsável que sou, coloquei um fim nela porque teria que trabalhar no dia seguinte. Acho, inclusive, que no dia do aniversário todas as pessoas do mundo deveriam ser liberadas de obrigações trabalhistas.
A quinta foi ótima. A sexta também. Mas o dia 22 em si foi esquisito, como eu imaginei que seria e citei no post anterior. Não chorei e alaguei as ruas com minhas lágrimas, mas senti muitas saudades ao falar com os que me ligavam de Salvador e que não pude abraçar. Não tomei o café da manhã com pãozinho delícia e coisinhas gostosas que minha mãe sempre preparava, nem almocei com meu pai como costumava acontecer nos últimos anos. Fora ver Reure ao acordar e ficar grudada com ele até a hora de dormir - tudo bem que com o trabalho louco que ele está fazendo, mesmo que eu estivesse em SSA esse grude não seria possível, mas pelo menos eu ganharia uns beijos de língua. ;)
E o dia foi normal.. dentro da normalidade possível para um zumbi no trabalho que levou horas, horas e horas para conseguir organizar palavras, pensamentos e escrever poucos parágrafos de um release. Mas consegui levar bem o dia, apesar do meu estado.
Os primeiros presentes só recebi quando cheguei em casa. Isso também foi outro ponto diferente dos outros anos. Mas não quer dizer que tenha sido ruim, de jeito nenhum, foi diferente. Numa diferença coerente dentro no atual contexto da minha vida. Não fui mais a "criança" ansiosa pela festa de anviersário; fui a mulher que é ansiosa naturalmente mas aproveitou de forma madura as suas comemorações de quase 30 anos nas costas. Peguei pesado com o "madura", né?
Apesar de toda a minha estafa, a comemoração de sexta foi sensacional. Clube da Luluzinha, na maior parte do tempo, tratamento VIP num lugar bacana no Bexiga, boa música, boas conversas e muitas, mas muitas risadas. Fui dormar lá pras 6 da manhã, só para variar...
E hoje fui acordada pelo interfone. Mais um sedex chegou. Ele sabe exatamente o que fazer para me deixar feliz como uma criança que acabou de ganhar uma boneca nova.
E é assim que estou, muito feliz.
Obrigada a todos pelo carinho.
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Quarta-feira, Agosto 20, 2008 10:02 PM
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Ok, crise.
Passei o dia pensando obssessivamente em como resolver a questão da torneira e onde comemorar meu aniversário...
No trabalho, pelo menos, foi tudo tranquilo... mas a previsão para amanhã é de correria...
E por falar nisso, corri feito uma louca no fim do dia para conseguir chegar a tempo de comprar a maldita torneira, fazer xixi, comer um pão duro recheado com uma lembrança distante de queijo e presunto arrastando Di pela Augusta abaixo. Cheguei no salão e sofri, claro, porque não há nada que façamos pela beleza que não machuque... deve até ter, mas eu não conheço.
Já na fase final do salão, estou eu batendo papo com a manicure quando ela, muito sábia ao ouvir que esse seria meu primeiro aniversário longe das pessoas que sempre estiveram presentes em todos os outros anos, disse a seguinte frase: "então sexta-feira você vai alagar a rua de tanto chorar, né?"... e foi aí, nesse exato momento, que a crise real chegou.
Será o primeiro aniversário longe de casa, dos meus pais, dos amigos de sempre e dele. Ele que sempre esteve nas três últimas comemorações, aguentando meu mau-humor, minha ansiedade e minha dúvida sobre a comemoração em cada um desses anos. Estarei longe de todos que me fazem uma falta danada, das meninas queridas que me apertavam e dos meninos que bebiam cerveja e contavam piadas nerds.
Não quero mais pensar em comemoração aqui em SP, de verdade, e isso nem é birra de menina mimada que quando não sabe o que fazer, faz bico, vira as costas e sai batendo portas. Ok, pode ser. Mas cansei; estou cansada de pensar, pensar, pensar e sempre tranformar esses dias de agosto em algo que não deve ser, algo que me consome quando deveria apenas me deixar leve.
Na sexta feira farei 27 anos e aí sim, decidirei o que fazer.
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A pia do banheiro aluiu.. que palavra engraçada.. nem sei se está certa, mas vocês entendem o que acontece quando uma pia "alui", né? A gente gira, gira, gira e a água não pára de cair... esse é mais um dos desafios de mulher-independente-que-trabalha-o-dia-todo-e-ainda-tem-que-resolver-o-problema-da-pia, além de arrumar um horário noturno no salão para fazer o buço (que só fica charmoso em Frida Kahlo), dar escova progressiva no cabelo - que costuma demorar hoooras -, lavar roupa, não deixar que o tomate e o queijo mofem na geladeira, arrumar o porta-sabonete liquido que não bota o sabonete líquido pra fora quando apertamos - o que é muito irritante, pensar nas matérias, dados, contatos e questões pendentes do trabalho para fazer, e fazer as unhas, e estar linda, e sair com a baiana querida que está aqui, e tentar lembrar de falar para as putras baianas para onde vamos sair, e encontrar todo mundo, e escrever no blog, e aprender a beber mais cerveja a cada dia, e continuar com pensamento de anoréxica tentando emagrecer ainda mais do que os 6kg que já perdi, e ainda pensar no meu aniversário...
Essa questão do aniversário sempre, mas sempre me confunde. Nunca, mas nunca é simples. Sempre tenho dúvidas do que fazer, onde fazer, como fazer. E sempre quero que seja o melhor dia, o meu dia, quando sou ultra-mega especial. Coisa de crianças, né? Eu sei, não posso ser madura sempre... muito pelo contrário...
E eu queria um aparelho de dvd, um espelho grande com as bordas de mosaico, outro espelho de aumento com luzes para fazer maquiagens e saber exatamente o que estou fazendo, vários posters de filmes, diretores, músicos e coisas que eu amo para cobrir minhas paredes, uma sanduicheira de teflon bacana que não queimasse o pão antes de derretar o queijo como tem acontecido, um criado mudo, um cabide, um quadro imenso, lindo e colorida para ficar na cabeceira da cama, um gaveteiro para que minhas calcinhas, meias e sutiãs parem de se espremer, uma pia nova e milhões de coisas que sei que esqueci.
Sim, agora sou uma dona-de-casa...
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Sábado, Agosto 16, 2008 12:12 PM
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E o fluxo baiano continua..
Um vai embora hoje quase no mesmo momento em que outra chega.. a que já estava continua em outro lugar, e talvez outros venham nas próximas semanas... só ele, que já tem a passagem em mãos, não poderá aparecer... é o trabalho, a política, o necessário...
E o trabalho tem sido bom; no fim da semana já me sentia fazendo parte do lugar, mais auto-sufisciente, mais pró-ativa.. porque eu acho que o que me incomoda de verdade em "primeiras semanas em uma nova atividade" é a insegurança, o "pergunta tudo o tempo todo", o não saber bem pra onde ir, o que falar, com quem falar e o que fazer... mas isso leva tempo, eu sei.. sou ansiosa, terrivelmente ansiosa...
E a ansiedade costuma atingir o seu pico máximo exatamente nesse momento, a menos de uma semana do meu aniversário...
E tudo vai ficar bem...
Esperando, nesse momento, o interfone tocar anunciando que minha Di enfim chegou.
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Terça-feira, Agosto 12, 2008 8:44 PM
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Faltam 10 dias para o meu aniversário...
Estou trabalhando na assessoria de imprensa de uma mega, mega mesmo, instituição de saúde em SP. Só que o prédio é novíssimo, inaugurado há pouco tempo e as coisas ainda estão se ajeitando. Pelo menos, qualquer pauta que for sugerida para os veículos de comunicação se "vende" fácil, como diria minha chefa.
Esse "vender" foi o que sempre me incomodou em assessoria. Mas pelo menos estou vendendo algo bacana, com milhões de possibilidades de coisas para extrair, e fuçar, e descobrir, e divulgar... e coisas que, espero, sejam para o bem de muitas pessoas. Me apego a isso. E ao fato de que vou e volto andando de casa para o trabalho e do trabalho para casa.
É delicioso poder sair a hora que eu precisar sem me preocupar com o trânsito que, principalmente quando termino o expediente, está caótico. E eu sigo, ouvindo musiquinha e feliz por caminhar pela Paulista e Augusta. É engraçado como gosto de caminhar por aqui.. quando estou bem disposta, claro. Mas como nesse caso é obrigação sair de casa todos os dias, a caminhada se tornou um prazer, não sacrifício. Claro, que hoje é apenas o segundo dia.
E nesse segundo dia fui para em um curso de atualização para jornalistas sobre oncologia. Foi interessante, buffet sensacional, e plestras.. bem... me senti de volta às aulas de biologia, quando eu entendia no máximo 40% do que era dito (isso nos meus dias mais inspirados). Mas foi interessante.
O doido é que terei de lidar todos os dias com temáticas relacionadas à essa doença que sempre me apavorou. Na minha família existem casos... minha avó, que morou na mesma casa que eu durante toda a vida morreu disso. E sempre tive medo, por ser uma doença apavorante, que muitas vezes chega de repente sem que você não tenha feito nada para estimular essa chegada, e que às vezes, muitas, é dificílimo mandá-la embora. Talvez eu supere esse medo convivendo tão de perto com tantas tentativas de tratamentos, pesquisas e pessoas que dedicam a vida para mudar essa realidade assustadora de um número cada vez mais crescente de brasileiros mortos por algum tipo de câncer. Não quero mais falar sobre isso.
E nesse trabalho estou exercitando algo que sempre achei muito bacana no jornalismo: a possibilidade de conhecer um pouco sobre universos completamente diferentes do seu em cada matéria. Claro que isso é mais possível quando se trabalha em veículos de comunicação produzindo matérias; no meu caso, conhecerei mais sobre um assunto, ou melhor, sobre diversos assuntos de um único universo.. o que também é interessante.
Acho que é por isso que ainda tem gente que acha que jornalista tem a obrigação de saber tudo sobre tudo. Esse é um pensamento limitadíssimo, claro. Não temos a obrigação de saber tudo; mas conseguimos sair um pouco do feijão-com-arroz de todo o dia que é o que acontece em muitas profissões. E eu sempre assumi que tenho várias limitações e que, na verdade, estou longe de saber muito sobre muito. Sei muito sobre muito pouco, e nem por isso me sinto superficial ou desesperada (ok, às vezes fico insegura me achando limitada e desinteressante, mas aos poucos resolvo isso). Agora, é claro que admito isso porque sou o tipo de jornalista legal. Acho até que essa história de sabe-tudo foi espalhada por algum "colega" bossal como os muitos que encontramos por aí.. em SP, SSA ou qualquer lugar.
Eu tenho uma mesa, um telefone e um computador só para mim. Meu salário não é muito bom, mas pelo menos dá para pagar as contas (nada muito além delas). Não me dou bem com tecnologias em que você tem que passar o dedo em um dispositivo no teclado para não precisar colocar login e senha. Os CSI's deveriam me conhecer para me dizer porque a porcaria do programa demora tanto, até me fazer perder a paciência, para reconhecer minha digital . Optei pelos tradicionais "login e senha". E pela minha experiência, principalmente na Rádio Educadora quando fiz várias matérias de saúde, sei bem como os médicos podem ser difíceis, incompreensíveis e inacessíveis. Pessoas são difíceis.
E daqui a 10 dias farei aniversário...
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Segunda-feira, Agosto 11, 2008 8:53 PM
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Comecei a trabalhar; hoje foi o primeiro dia.
Estou mais aliviada do que feliz. Aliviada porque poderei pagar minha contas e continuar aqui... feliz de verdade só ficarei quando trabalhar no que eu realmente gosto...
Ainda estou no jornalismo - apesar de não ser exatamente o que acredito que o jornalismo seja - mas estou fazendo algo que sempre rejeitei em Salvador. E isso me frustra. Mas tudo aqui é diferente, porque realmente acho que minha vinda para SP já deixou de ser uma "busca pelo melhor para meu futuro profissional" e se tornou algo maior. Maior como crescer.. e estar só... e cuidar de mim... e ser menos dependente.. e enfim me tornar uma mulher.
E ontem não consegui falar com meu pai durante todo o dia, e fiquei angustiada. Hoje ele me acordou... e nesse instante ligou para saber como tinha sido meu dia. E me disse algo lindo relacionado à sua vida, à minha vida, e às tristezas da vida. Não sei se devo escrever aqui, porque foi tão pessoal que não me sinto no direito. Mas foi lindo, como eu acho que ele nunca nem sequer perceberia que foi, e de um jeito que aos poucos, sinto que finalmente ele me entende. Espero que sim. E quando li seu comentário do meu último post, derramei algumas lágrimas.
Hoje estou emocional. Mudanças sempre me deixam assim. E apavorada.
Amanhã contarei mais sobre essa nova fase...
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Domingo, Agosto 10, 2008 10:52 AM
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Apesar dele ter me criado para não dar muita importância a essas datas comemorativas, hoje eu queria estar em Salvador (quer dizer, na nova morada-esconderijo, fora da cidade), dar um abraço apertado em meu pai, passar horas conversando e discordando sobre os mais diversos assuntos e comendo lanchinhos preparados com a mais perfeita simetria por ele.
Eu também sinto muitas saudades e sei que para nós três, da nossa imensa família, essa minha decisão de crescer e tomar conta da minha vida não está sendo nada fácil. E isso é o pior para mim; o pior de estar longe é a preocupação com o bem-estar de quem se ama, principalmente quando sei que sou motivo de tristeza para eles.
Escrevendo assim parece descrição de dramalhão mexicano... mas não é... é a tristeza pela distância, pela insegurança e pelo rompimento do cordal umbilical, que no meu caso, sempre foi duplo, em alguns aspectos saindo da minha mãe, e em outros extremamente importantes, vindo de meu pai.
Ele sempre foi a figura mais forte e mais presente em minha vida.. e seria demais, pessoal demais e extenso demais, falar sobre ele aqui... não quero isso.
Também sinto saudades, me preocupo muito com seu bem estar e te amo infinitamente, sei que você sabe disso...
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Sexta-feira, Agosto 08, 2008 10:48 AM
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Situações curiosas que só acontecem porque estou em SP...
Ontem eu estava no computador e ao mesmo tempo acompanhando a novela das oito (é sempre engraçado chamar a novelas das 21h assim), que teve uma reviravolta absurda e começou a ficar mais animadinha. Dedicarei um post só para ela depois. Uma contextualização que precisa ser feita é que a trama de "A Favorita" é passada em SP, e vez ou outra eles usam nomes de ruas ou mesmo de lugares para situar o telespectador.
Pois bem, de repente, a personagem mamãe-quero-ser-adolescente-descolada-mesmo-tendo-30-anos-em-cada-fio-de-cabelo-moderninho de Mariana Ximenes, Lara, liga para Harley - sim, como o cometa - personagem de Cauã Reymond, e pergunta onde ele está, porque ela precisava vê-lo. Enquanto ele dizia o endereço, o nome da rua, quadra e ponto de referência, notei algo familiar. Pois é, Harley estava aqui em casa e eu não notei.
Quando eu digo que nos últimos dias minha casa está movimentada...
E coisas estão acontecendo... depois escreverei mais sobre isso.
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Quarta-feira, Agosto 06, 2008 2:36 PM
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O sofá chegou... é quase uma poltrona-cama, na verdade..
Quebrei um dos quatro pratos que eu tinha em casa... ele se despedaçou completamente quando escorregou da minha mão, e surpreendentemente não me cortei, mesmo após catar todos os pedacinhos usando um par de luvas de lã que Reure trouxe para mim de sua última viagem a Gramado.. esse luvas sempre são úteis nas mais diversas tarefas domésticas.. e ainda me aquecem...
Sou filha única. Menos egoísta do que espera-se que um filho único seja. Mas tenho problemas em dividir espaços, não nego. Porque além de ser filha única, minha família sempre foi pequena e nunca convivi muito com primos. Portanto, nunca precisei dividir meus espaços com ninguém. E receber hóspedes na minha nova casa tem sido um bom exercício de auto-controle. Porque o espaço é muito pequeno, organizado do meu jeito por motivos que eu sei que são lógicos, mas que outras pessoas não tem a menor obrigação de deduzir que tal coisa tem que ficar de tal jeito por tal motivo. Portanto, um corpo estranho modificando esses hábitos e rotinas sempre causa um choque inicial.
Mas comprei o sofá-cama exatamente porque quero receber sim, muitos hóspdes. Por favor, não interpretem esse desabafo como um recado de que "não suporto ter ninguém na minha casa"... não é isso... apenas estou me adaptando a mais um novo aspecto da minha vida. Porque mesmo em Salvador nunca recebemos muitas pessoas em casa... eram pouquíssimas as situações. Então é diferente para mim.
Eu, que vez ou outra reclamava de solidão, não poderei abrir a boca para dizer isso em agosto. Somente para sentir falta dela. Porque confesso que sinto falta de ficar só, mesmo com pouco tempo sendo anfitriã. Mas isso faz parte do ser-humano eternamente insatisfeito que sou.
Ontem, ouvi a seguinte frase: "às vezes em me canso e queria muito tirar férias de mim mesma"... isso acontece comigo o tempo todo... ainda mais quando sei que sou chata, neurótica, obssessiva por controle, instável e agressiva...
Mas sou legal, na maior parte do tempo. :)
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Segunda-feira, Agosto 04, 2008 7:18 PM
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Dormi...
Comprei o sofá-cama...
E pensei durante os últimos dias em vários tópicos para escrever no próximo post, no caso, nesse post... como os últimos dias foram muito agitados (não fazia tanta farra seguida desde a época em que eu perseguia o trio-elétrico), vez ou outra eu me pegava pensando em frases soltas que juntando com uma coisa aqui e outra ali, formariam pensamentos conexos e bacanas para meus leitores.
Eu penso escrita... e penso melhor do que falo... escrevo melhor do que falo... mas eu penso demais... porém não escrevo tanto...
Estou exausta mais uma vez... e agora minha cabeça pesa duas toneladas em cima dos ombros. Eu sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. Aconteceu. O caixa-eletrônico não mente jamais. E questões práticas continuam sem solução.. e ainda não consigo ser independente... muito pelo contrário. Agora serei mais dependente do que nunca. Não gosto de pensar nisso...
Eu gosto de pensar em uma festa de aniversário, na festa de aniversário que planejei fazer no fim do mês, e que durante tantos anos seguidos pensei em fazer mas nunca consegui por diversos motivos. Já que a vida é nova, gostaria de fazer a tal festa, apesar da distância que me separa da maioria dos amigos, mas, festa é festa, e meu aniversário seria um ótimo motivo para uma.
Não farei mais festa... não posso...
E agora o "não poder" vence todos os "poderes" que me dei ao sair de casa.
Odeio perder o controle...
Odeio não saber a solução para as questões que me afligem...
Odeio estar aqui, nesse momento, escrevendo mais um texto deprê.
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Sexta-feira, Agosto 01, 2008 11:49 AM
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Semana intensa...
Não tenho conseguido dormir mais do que quatro horas por noite, o que me destrói.. sou um zumbi ambulante... mas não reclamo...
Durante o dia eu me preocupo, me estresso, canso até a exaustão de tanto pensar e não conseguir resolver absolutamente nada. Me decepciono, desespero, grito e choro pra dentro, com medo que esses gritos, se soltos pelo ar, se tornem reais, mais do que já são.
Mas aí chega a noite e eu consigo enfim relaxar, berrar para ultrapassar o som e conversar futilidades com as pessoas ou mesmo para acompanhar a letra das músicas de bandas que gosto. Distrair a mente do peso de crescer, como sempre digo aqui.
E tenho dormido pouco, e apesar dos dias difíceis, são as noites que têm me relaxado. Será que São Paulo já me subverteu? Eu, sempre diurna... não, é apenas uma circunstância.. várias na verdade... mas ainda sou do dia.. talvez por isso esteja dormindo tão pouco... o sol sempre me chama...
E revi pessoas queridas, e mais outras chegarão para tornar São Paulo mais baiana do que nunca.
Preciso arrumar a casa...
Preciso comprar um sofá cama...
Preciso dormir mais um pouco...
Preciso sonhar e lembrar no dia seguinte, para continuar sonhando acordada, e não deixar que minha vinda para cá perca o sentido.
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