SOBRE O BLOG
Paloma saiu de Salvador para tentar ganhar o mundo na cidade cinza.

Acompanhe aqui as aventuras dessa soteropolitana em Sampa.


SOBRE MIM
Jornalista e ainda na casa dos 20. Gosto de música (do tipo boa), Chico Buarque, cinema e tv, livros, revistas e fofocas, de rosa, pavê, wrêwrê, sanduíche e uma lista sem fim!


ARQUIVO
|Fevereiro|
|Março|
|Abril|
|Maio|
Segunda-feira, Junho 30, 2008
10:14 AM





Tenho ouvido muito o Bogary, do Cascadura nos últimos tempos. Talvez porque Reure fez o último clipe e agora está envolvido no documentário (onde ajudei a fazer algumas entrevistas aqui em sampa), além de saber que eles tocarão aqui em julho e agosto. Será a primeira banda que me lambrará dos meus bons tempos de rock em casa... na minha antiga casa.

Pois bem, ontem deixei o Bogary de lado e fui ouvi o "Vivendo em Grande Estilo", cd que comprei quando fui fazer uma matéria para o A Tarde sobre o fechamento da São Rock, loja bacana no Rio Vermelho que nos seus últimos dias colocou várias coisas bacanas em saldão. Mas isso não vem ao caso. Apesar do gostar muito mais do Bogary, acredito que o cd anterior tem muito mérito também. Porque a banda é boa. Isso é fato. E Fábio Cascadura é muito bom. As letras dele - tenho ouvido os discos acompanhando pelas letras - são absurdamente bem feitas. E apesar de ter ficado com o pé atrás com eles durante algum tempo por questões relacionadas ao Encarte e "otras cositas más" (na verdade tomei raivinha de algumas bandas de ssa por causa da atitude que alguns tiverem com a gente, mas isso não vem ao caso agora), sempre admiti que a banda era foda. E é mesmo.

E sempre fui ligada em boas letras, por isso amo Chico Buarque e por isso foi através dele, há muitos anos atrás, que comecei a gostar de poesia e prestar atenção nisso. Gosto quando algumas pessoas sabem usar bem as palavras, os jogos, combinações, intenções e sentidos. Acho genial quem tem essa capacidade. Isso não quer dizer que só gosto de música "cabeça" ou "intelectualmente ligadas ao dicionário".. pelo contrário.. gosto de boa música.. seja ela formada por um bom ritmo e uma letrinha simples, ou algo genial como "Mil Perdões" por exemplo. Porque, música boa, independente de ser mais trabalhada ou não, é aquela que desperta alguma coisa, seja um lembrança, um sentimento bom, ou ruim, ou penas uma sensação indefinida. Mas é isso que importa, a sensação. E por isso mesmo o que é boa música pra mim, pode não ser pra você e por aí vai.

Colocarei no fotolog a letra de "Queda Livre", uma das minhas preferidas do Cascadura, que ouço nesse momento, e acho que tem tudo a ver com minha atual situação e como eu deveria estar encarando toda essa minha mudança de vida.

Hoje estou musical.

postado por: Paloma
Comente aqui:



Quinta-feira, Junho 26, 2008
9:46 AM





Ontem fui dormir pensando no jornalismo...

Não, não tive pesadelos, surpreendentemente. Na verdade, pensei sobre mim e o jornalismo. Se realmente gosto ou se apenas não sei mais o que fazer. Pensei nos meus amigos próximos da faculdade; os que são amigos até hoje e que são algumas das pessoas mais talentosas que conheço, com textos muito melhores do que os meus. Nenhuma dessas pessoas está trabalhando com jornalismo atualmente. Todos desistiram. Sou a única que insisto. Será burrice?

Mas logo depois pensei no prazer que sentia ao fazer o Encarte, pesquisar sobre as bandas, preparar perguntas, conversar com os músicos, me meter na edição até ver o resultado pronto... ou então, na época em que estive no A Tarde, como eu odiava fazer relatórios sobre o Jornal Nacional e odiava ainda mais fazer a ronda ligando para delegacias esperando que alguma desgraça tivesse acontecido. Eu odiava isso. Mas adorava estar no Caderno 2 e escrever sobre uma peça, um show, uma exposição, podendo usar referências legais, mesmo que a maioria das entrevistas tenha sido pelo telefone. Mas o prazer de transformar uma conversa em um texto bacana, e depois ver esse texto impresso ao lado de outros textos em um jornal, isso sim era muito bom.

Mas aqui, ainda não consigo visualizar o meu "quadro geral" (vi essa expressão no último episódio dessa temporada de Grey's Anatomy), onde estaria feliz fazendo essas coisas em SP. Simplesmente ainda não consigo ver o "onde", apesar de saber "onde" eu gostaria de estar, me parece tão difícil que até meus pensamentos desistiram de tentar chegar.

E então, meus pensamentos se voltaram para uma lista imaginária de tudo o que ainda quero fazer na minha vida; todos os lugares que quero conhecer, todas as línguas que quero falar, todas as pessoas com quem gostaria de conversar, toda a felicidade que eu gostaria de ter... e me desesperei... e me entristeci... e pensei "será que devo voltar para casa?", mais uma vez. E pensei que talvez São Paulo não seja feita para mim. Nunca pensei que fosse. Mas cheguei a acreditar que estaria enganada, que a cidade gostaria de mim.

E com todo esse peso, caí no sono, e não lembro que sonhos tive.

postado por: Paloma
Comente aqui:



Segunda-feira, Junho 23, 2008
10:06 AM





Não existe São João nessa cidade.. apenas a famosa e decadente avenida.

Nesse momento me sinto mais nordestina do que nunca, e por isso mesmo, muito triste por não aproveitar a melhor festa popular que acontece na Bahia.
Costumamos dizer pros lados de lá que assim que o Carnaval termina e o trio elétrico se cala, é a sanfona que anuncia a preparação para o São João. E não tem pra onde correr, faz parte da cultura.
Desde pequenos nos vestimos de caipira e soltamos fogos. Quando crescemos passamos para as loucas excurssões com destino ao interior para aproveitar o "frio", licor, comidinhas gostosas e dançar muito forró. E vou deixar claro aqui que adoro forró, mas não aqueles pirotécnicos-chorados-carnavalescos-com-dançarinos-contorcionistas. Gosto de sanfona, triângulo e zabumba. E o pior é pensar que quando morava em Salvador, por milhões de motivos, viajei muito menos no São João do que gostaria. Uma pena, porque agora estou aqui, recebendo e-mails dos amigos que desejam um ótimo feriado, ótima viagem e ótima festa, que postam nos fotologues imagens e descrições de como aproveitarão esse último feriado - porque lá o mundo só volta a girar a partir de quarta-feira.
Sinto falta do clima gostoso de interior que toma conta do ar, apesar do cheiro de pólvora. Eu odeio bombas, tenho pavor do barulho, e disso não sinto saudade. Mas só disso.
E eu queria dançar forró com ele, meu parceiro de todos os momentos, que faz passos loucos e nem aguenta muito tempo porque é um fumante fedido de merda, mas que quando está lá, com um braço ao redor da minha cintura, segurando minha mão e me conduzindo no meio do salão, faz com que eu me sinta feliz, muito feliz.

E o mais surreal, é imaginar que enquanto os jornais locais da Bahia reservam grande parte da sua grade de matérias para a cobertura do São João, mostrando o que acontece nas principais cidades do interior, matérias sobre os shows, as danças, as comidas típicas, a paquera no forró, como está o movimento nas estradas, as opções de lazer em Salvador, o cuidado com fogueiras, fogos, o perigo de soltar balões e todos os queimados - a maioria vindos de Cruz das Almas por conta da terrível guerra de espadas - que chegam no HGE (Hospital Geral do Estado), aqui em São Paulo só se fala do Centenário de Chegada dos Japoneses no Brasil e a visita do príncipe-japa na cidade. Isso é muito distante do que eu realmente gostaria de estar vivenciando nesse momento.

Mas pelo menos o fim de semana foi cheio, e não precisei ficar em casa, triste, pensando no que estou perdendo a alguns estados de distância.
Sexta e sábado ajudei meus queridos "Brandões" na mudança, com toda a felicidade do mundo porque agora eles estão muuuito perto de mim; fui babá de Cachorro grande parte do tempo, e apesar dos arranhões, nos entendemos.. algumas vezes...
No domingo reencontrei a querida Grazi, gaúcha que mora no Rio mas que conheci em Salvador e que passará um tempinho com parte da família em SP, permitindo assim que eu aproveite mais tempo ao seu lado, botando o papo em dia. É como eu sempre digo: pelo menos, sempre tem gente vindo para os lados de cá.

E eu só quero que o São João acabe, que o frio passe, que eu ganhe dinheiro e que o pãozinho delícia apareça por aqui.

postado por: Paloma
Comente aqui:



Sexta-feira, Junho 20, 2008
10:01 AM





Pensamentos pré-sono que afastaram completamente o sono na noite de ontem:

"quero ir pra casa!"

"que diabos estou fazendo aqui?"

postado por: Paloma
Comente aqui:



Quarta-feira, Junho 18, 2008
7:23 PM





Passei o dia inteiro na rua e voltei para casa me sentindo um lixo. Chorei quando comecei a falar com Reure pelo skype e tive que virar a webcam para que ele não me visse chorando; odeio chorar na frente de qualquer pessoas, mas meu choro nos últimos meses tem sido tão inesperadamente incontrolável que nem sobre isso consigo ter controle. Perdi o controle da minha vida..

Acho que acabei de dizer uma meia-verdade. Acho que só agora estou perdendo e tendo de verdade o controle sobre a minha própria vida. Porque agora, cuidando de uma casa e de mim sozinha, me sinto no controle. Mas ao mesmo tempo, a incerteza de como será o amanhã me deixa des-controlada e completamente descontrolada como agora.
Saí de Salvador porque nunca quis trabalhar com certas áreas do jornalismo, e é exatamente nessas áreas onde consigo as únicas entrevistas em SP e onde me vejo obrigada a ter que trabalhar para continuar aqui. Porque cada vez mais tenho medo de voltar para Salvador sem ter feito o que vim fazer. E não adianta a história de que "pelo menos você tentou" ou "a experiência já valeu". Não, me sentiria frustrada, derrotada e ó do borogodó se voltasse para Salvador porque meu dinheiro acabou e não pude me manter mais aqui. E não falta muito para isso acontecer. E o desespero aumenta, porque terei que fazer o que sempre odiei para sobreviver.. eis o dilema vivido pela maioria dos adultos do mundo real. Não sei como cheguei a pensar que eu poderia ser uma das poucas pessoas sorturdas do universo que conseguem exatamente o que querem, quando querem. Nunca fui assim, e pelo visto nunca serei. Desculpem o pessimismo, mas hoje não estou bem.

Fui assistir "Sex and The City - O Filme" sozinha. Enrolei bastante atrás de companhia porque acreditava que esse era o filme para ver com pessoas ao lado. Mas, como um reflexo da minha nova vida, fui só.
A trilha sonora me incomodou um pouco, mas de resto, foi como um assistir aos episódios da maneira como vi a série inteira: durante duas, três ou até quatro horas seguidas.
Queria ter visto com ele, que foi meu companheiro da primeira à última temporada sem ter o preconceito idiota da maioria dos homens que essa é uma série "apenas" de mulherzinha para mulherzinha. Quem diz isso é ignorante. Não tem idéia de como essa foi uma série revolucionária que colocou pela primeira vez na tv americana as mulheres tratando de assuntos reais e de forma bem crua (apesar do glamour nova-iorquino e de todas as grifes, sapatos etc). E são ignorantes os que não assistiram e aprenderam algo a mais sobre mulheres porque acham que sabem tudo; esses são imbecis.
E eu me orgulho muito de ter um namorado que nunca foi preconceituoso, grosseiro, ciumento (apesar de me incomodar algumas vezes com a "falta" de ciúmes) e, principalmente, carinhoso sem vergonha de demonstrar. Na verdade, se ele não fosse assim, não seria meu namorado. Acho que comecei a falar dele porque hoje passamos por um momento louco; mas falarei sobre isso em outro post, agora não.
Eu sentia falta das meninas de Sex and The City, de verdade. Além de reconhecer o valor sociológico do seriado, eu me identificava, óbvio, com muitas situações. Ouvi diversas vezes frases que eu já havia dito em momentos de crise como "porque ele escolheu ela, porque não eu, o que eu tenho de errado?", ou ao perceber que elas também sentiam um prazer maldoso quando notavam que as escolhidas dos nossos escolhidos cometiam erros de português estúpidos. Enfim.. espero que façam outros filmes. Espero um dia poder ter todos os dvd's da série, originais, e com a necessáire lindíssima que acompanha o conjunto.

Sou mulherzinha sim, com muito orgulho, até das minhas tristezas e crises, mesmo que em alguns momentos como agora, as crises sejam bem mais frequentes do que as alegrias.

postado por: Paloma
Comente aqui:



Terça-feira, Junho 17, 2008
10:02 AM





Por mais piegas que possa parecer (e só por começar a frase assim já caio num lugar-comum) acredito mesmo que muitas vezes devemos seguir nosso coração, nossos instintos. Foi isso que acabei de fazer.
Quando decidi mudar para SP eu sabia, tinha a certeza, que não seria fácil, mas é claro que não tinha idéia de como seriam as coisas pelas quais eu teria que passar, enfrentar e superar.
A minha viagem foi uma escolha que tive que fazer, entre ficar e continuar tentando arrumar emprego ou patrocínio para o meu programa em Salvador, ou vir para cá, sem nada e começar tudo do zero. Escolhi e cá estou. E todos os caminhos que escolho geram consequências, e tenho que estar disposta assumir os riscos. E principalmente, sem arrependimentos. Para mim, isso é muito difícil. Acho que já nasci "arrependida". Sou insegura, portanto, nunca tenho certeza, completa certeza de nada. Mas tento seguir meu coração, com doses de racionalidade, sempre que algo me angustia. E foi o que fiz agora.

Sem arrependimentos.. pelo menos nos próximos 5 minutos.

postado por: Paloma
Comente aqui:



Segunda-feira, Junho 16, 2008
11:56 AM





Sim, aparecemos no Pânico, no melhor estilo papagaio-de-pirata com classe... hehehe

O fim de semana deprê. Daquele tipo que reúne todas as angústias, dúvidas, questões existenciais e tudo de estranho e incerto que tem acontecido na minha vida fazendo com que eu só parasse de pensar em tudo isso em pouquíssimos momentos de alienação televisiva. Mas eu confesso que apesar de ter ficado só e me sentido deprê por ficar só, eu precisava ficar só, dá pra entender? Às vezes preciso curtir minha fossa longe de todas as pessoas queridas que sempre têm palavras de incentivo para falar. É um ruim bom e necessário. O domingo foi terrível. Não havia mais comida em casa e não tive coragem de sair pra ir no mercado. A casa estava uma bagunça mas não tive coragem de arrumar nada. A monogrfia precisa ser terminada e essa aí eu nem sequer cogitei de tentar fazer - aí sim, eu teria motivos para cortar os pulsos e culpar a Academia. Foi um domingo de cama e tv.

Hoje despertei às 7 da manhã, vesti a roupa, peguei meu carrinho e fui no mercado. Não acreditei quando a garota do tempo falou que a temperatura estava a 10 graus. Congelei um pouco, fiz mercado, me deprimi quando paguei a conta, voltei arrastando meu carrinho barulhento pela rua, arrumei a casa, lavei os panos de chão imundos e fedidos (pano de chão deveria ser algo descartável, não é mesmo?), briguei um pouco com a máquina de lavar que dessa vez foi gentil e não vomitou água por toda a cozinha como aconteceu semana passada e agora estou aqui, na frente do computador, escrevendo no blog e enrolando para pegar no trabalho da pós.


Comecei a semana como dona-de-casa.. como será que terminarei?

postado por: Paloma
Comente aqui:



Sábado, Junho 14, 2008
9:35 PM





Coisas que adoro em SP: sempre, mas sempre acontece alguma coisas inusitada, principalmente na Av. Paulista, que para minha sorte, fica perto de casa.
Não ouvi falar sobre o World Naked Bike Ride São Paulo até o momento em que Maria ligou dizendo que ela e Magrão estavam na Cultura dando um tempo para fotografar os peladões de bicicleta.
É claro que fui encontrá-los. O motivo da manifestação que acontece em vários países (feita pela primeira vez no Brasil), é a luta pela dimunição de carros na rua, de combustíveis de poluem o ar e mais estrutra nas ruas para os ciclistas.
Tinha gente de todos os tipos, de cilcistas seminus pintando os corpos com frases e desenhos simbólicos relacionados à causa, curiosos (como nós) observando todos e principalmente observando os trabalho das equipes de TV.
Maurício Kubrusly da Globo estava lá; o "repórter inexperiente" do CQC estava lá; câmeras e repórteres de várias emissoras, assim como os vários fotógrafos - profissionais ou não - que se apertavam na Praça do Ciclista, que fica no meio da Paulista, pertinho da Bela Cintra.
Mas os que chamavam mais atenção eram sem dúvida Lula e Magrisa, do Pânico da TV, programa que por causa de Magrão e Maria comecei a acompanahar desde que cheguei em SP e virei fã. Fiquei emocionada por ver de perto e tirar foto com César Polvilho - o Repórter Ação, travestido de primeira-dama. Momentos surreais que animaram um dia mais ou menos na cidade cinza com céu azul.

Será que apareceremos como papagaios-de-pirata no Pânico da TV de amanhã?

postado por: Paloma
Comente aqui:



Quinta-feira, Junho 12, 2008
7:15 PM





Dia estranho, muito estranho.

Primeiro é dia 12 de junho. Como o meu namorado mora em Salvador, acordei sem a menor paciência para Ana Maria Braga e seus coraçõezinhos, as vitrines e os coraçõezinhos, os casais irritantemente felizes e seus coraçõezinhos. É uma data comercial, puramente comercial. Mas é como já escrevi por aqui, em Salvador nunca liguei muito pra essas coisas; aqui em São Paulo tudo fica importante, tudo o que estou perdendo, é muito importante! E como Reure e eu somos pessoas coerentes, desejamos um péssimo dia dos namorados um pro outro.

Hoje alaguei a cozinha da minha casa. Culpa da máquina de lavar e da minha incompetência em calcular a distância entre o aparelho e a pia da lavanderia. A mangueira escapou, foi para o chão e alagou a cozinha. Cheguei à conclusão que tenho poucos panos de chão. Abri as janelas e saí. Quando voltei, pela primeira vez, fiquei feliz porque o clima dessa cidade é seco.

E para completar a estranheza desse dia, voltarei ao início. Acordei cedo e fui com Verena para um seminário sobre "Perspectivas do Investimento em Cultura - Música", porque Chico, amigo dela, estava organizando e nos convidou. Foi na Estação Pinacoteca. Perceberam? Estação Pinacoteca, lugar que eu nem tinha idéia que existia (pensei que só existisse "a" Pinacoteca, em frente ao Museu da Língua Portuguesa) e que hoje é notícia em todos os jornais.
Pois é, para resumir a situação surreal, Verena e eu saímos de lá por volta do meio-dia, momento em que os dois assaltantes entraram, renderam os atendentes e roubaram obras avaliadas em 1 milhão de reais. Isso tudo no segundo andar. O seminário aconteceu no quinto.
Talvez tenhamos passado pelos assaltantes na porta do local. Chico me contou que logo depois que saímos começou a confusão e o as pessoas do seminário saíram em comboio. E meu pai, depois de ouvir todo o meu relato sobre o acontecido fez o seguinte comentário: "pelo menos ladrões de obras de arte são educados e trabalham sem violência".

E o dia ainda não acabou... sexta-feira 13 só chega amanhã.

postado por: Paloma
Comente aqui:



Quarta-feira, Junho 11, 2008
5:56 PM





Nesses dois últimos dias participei de um seminário sobre "Os Novos Rumos da Teledramaturgia Brasileira" ou algo do tipo. Fui encontrar meus iguais, amantes de ficção seriada, não somente da brasileira, claro. Foi delicioso acompanhar as palestras, discussões, questões e confusões de autores, roteiristas, diretores e estudiosos, incluindo minha querida ex-professora de pós, Maria Carmen Jacob, que foi quem me informou sobre o evento, perto da minha casa e que eu provavelmente nunca ouviria falar se não fosse por ela, de Salvador.

Fui com Gabinha, melhor companhia do mundo, confidente de outras milhões de questões, confusões euma das pessoas mais inteligentes e talentosas que eu conheço, os desenhos que ganhei e estão no meu quadro de avisos não negam suas várias aptidões artísticas.

Sabe uma das coisas que mais gostei do evento, promovido pelo Sesc SP? Não eram permitidas perguntas orais para os palestrante, somente escritas. Isso nos poupou dos discursos sem-noção de pessoas carentes. Entre váaarias palestras bacanas, posso citar a do roteirista de Mothern (GNT), do diretor de 9MM (FOX) e o diretor de Amor e Intrigas (Record). Enfim, valeu muito a pena ter ido.

E ontem fiquei muito feliz por morar nesse prédio. O pedreiro veio, consertou o buraco da parede que o encanador havia deixado na primeira semana em que mudei, passei o dia todo fora e quando cheguei estava
tudo pronto e limpo. Sensacional.

E minha semana está bem cheia... até esqueci que o dia nos namorados está chegando.. que dia é mesmo?

postado por: Paloma
Comente aqui:



Terça-feira, Junho 10, 2008
8:34 AM





Hoje é aniversário de Poca, aquela amiga, amiga de verdade, irmã, que esteve presente em muitos momentos ruins e nos melhores daquela infeliz fase de adolescência, saída do colégio, cursinho, faculdade, formatura.
Esse será o primeiro aniversário dela em.. sei lá... 10 anos(?) em que não estarei presente e isso é muito estranho. Porque realmente, com a presença dos namorados, trabalhos, especilaizações, rock's, arrochas e coisas da vida, nos afastamos um pouco da frequencia diária de telefonemas e saídas nos fins-de-semana.
Mas isso nunca importou, porque sempre que arrumávamos um tempinho, era como se fosse há 10 anos atrás, nas aulas de natação no Colégio 2 de Julho ou em Morro de SP, quando nos aproximamos definitivamente.
Poca é uma das pessoas que mais conheço no mundo e que sei exatamente quando posso me irritar e quando devo relevar as grosserias por conta da TPM ou os atrasos absurdos e patológicos. Ok, demorei para me adaptar aos atrasos, mas com ela percebi que sou muito tolerante. ;)
Brigamos apenas uma única vez em todo esse tempo de amizade e a culpa foi minha. Adoro o jeito mandona e mãezona de sempre tentar juntar todo mundo e psicóloga dona-da-verdade que sempre tem um conselho pra dar.
Queria muito que ela estivesse aqui, ou eu lá, para abraçá-la bem forte e dizer o quanto ela faz falta nessa minha nova vida. Te amo, Poca, de verdade.

postado por: Paloma
Comente aqui:



Segunda-feira, Junho 09, 2008
8:59 AM





Monografia dos infernos!
Essa é a última vez que a academia lerá o nome "Paloma Guedes"... odeio, odeio, odeio toda a prolixidade, toda a confusão, desorganização e a necessidade de auto-afirmação de uma pseudo-genialidade caracterizada por uma intelectualidade inútil.

Precisava desabafar...

Hoje retomarei o texto que foi visto pelo orientador e deverá sofrer modificações...

Sou uma pessoa que funciona bem com prazos... quando eles não existem, ou pior, quando existem apenas burocraticamente totalmente fora da realidade (algo bem característico da academia), tudo fica caótico. E estressante.

Preciso me livrar desse peso imenso nos meus ombros.. e cabeça.

postado por: Paloma
Comente aqui:



Domingo, Junho 08, 2008
11:59 AM





A Net liberou o Telecine Light até o dia dos namorados...
Eu, que fiquei em casa o sábado inteiro tentando me recuperar da gripe, assisti a filmes românticos o dia inteiro. Não, não sou masoquista. Ok, é deprimente assistir esse tipo de filme sabendo que no dia dos namorados estarei sem meu namorado, que estará em outro estado, mas.. é a vida.
O melhor de todos da seleção "light" de sábado foi Prime (Terapia do Amor em português)... filme que pelo trailer tive preconceito e nenhuma vontade de assistir no cinema mas que, num dia de bobeira com Reure, vimos na TV e viramos fãs. Quer dizer, eu virei, ele eu já não sei.
Recomendo muito; não é só filme de "mulherzinha"... é bom... inteligente, divertido, delicado e com um trilha sonora sensacional. Principalmente a cena final, que é um dos melhores casamentos "contexto-canção" que já vi, encerrada com "I Wish You Love"...
Finais sutis sempre me comovem... como em "Before Sunset" (Antes do Pôr-do-Sol), quando Celine imita Nina Simone e Jesse fica ali, olhando do sofá.. todo mundo sabe o que vai acontecer e nada é explícito... lindo... ou a cena das camisas sobrepostas em "Brokeback Mountain", que pra mim, é uma das referências mais geniais que já vi no cinema..
Estou sentimental...
Odeio dia dos namorados...
Mentira...

postado por: Paloma
Comente aqui:



Sexta-feira, Junho 06, 2008
12:42 PM





Estou doente... resfriada... pela primeira vez desde que cheguei aqui, o que é surpreendente pelo meu histórico de gripes, inflamações na garganta, etc. A semana foi louca.. ele estava aqui mas teve que trabalhar, então não pôde ficar comigo como eu gostaria. Eu até ajudei no trabalho, fiz algumas entrevistas relembrando minha época de Encarte... mas ele se resfriou e passou para mim, então nem pude acompanhá-lo em tudo.
Ontem ele foi embora e meu coração ficou pequeno, apertado, e as lágrimas caíram e o desespero da solidão voltou. Lá se vão minhas noites bem dormidas, meu carinho, meu amor... lá se vai ele que tem tinha medo da minha máquina de lavar porque ela fazia o mesmo som do Darth Vader, que me obrigou a reciclar o lixo, que faz os melhores sanduíches do mundo e que segura minha mão. E meu pai, nesse momento, me pergunta se vale a pena sacrificar meu relacionamento por SP... a última coisa que eu gostaria de ouvir, já que me faz pensar e repensar no que estou fazendo da minha vida. Estou triste, de verdade. Tive uma pequena amostra do como seria a nossa vida juntos aqui.. e mais uma vez ele foi embora. E não quero que ele venha se não for o momento certo pra ele; não por mim, mas só por ele.
Ontem não quis ficar chorando a noite toda e saí com os amigos, numa noite surreal. Foi bom, mas piorei. E hoje acordei cedo para uma entrevista de emprego, daquelas que sabe lá quando saberei o resultado. Não crio mais expectativas... acho que hoje não é o melhor dia para pensar nessas coisas...
Estou triste... espero que passe... logo...
Estou doente.. espero que passe... logo...

postado por: Paloma
Comente aqui:



Quinta-feira, Junho 05, 2008
4:51 PM





Nesse momento estou muito triste e não quero escrever sobre isso.

Talvez amanhã...

postado por: Paloma
Comente aqui:



Segunda-feira, Junho 02, 2008
8:02 AM





Sim, tem uma foto minha na revista Isto É dessa semana. Venho pra SP querendo escrever para revistas e acabo sendo citada em matérias.
Foi assim: Carina, amiga de Reure e que conheci quando trabalhei no Jornal A Tarde, está em SP também e trabalha para a revista. Na quarta-feira, quase quinta, mandou um mensagem desesperada dizendo que precisava que eu fosse tirar fotos para uma matérias que ela estava fazendo sobre "mulheres que preferem destilados". Como jornalista solidária que sou, topei. No dia seguinte um carro pegou a mim e Reure aqui em casa e nos levou a um bar no Paraíso. Encontramos o fotógrafo, minha outra companheira de "álcool" e nos divertimos horrores, fazendo poses, tomando os drinques e rindo muito da situação. Pois bem, a foto realmente saiu. E nem bebo muito, mas realmente não gosto de cerveja, os destilados me atraem.. só me repelem pelo preço... mas isso não importa... o que importa é que tem foto na revista, e que parece que sou a maior regueira, quer dizer, "baladeira" de SP... é a vida...

Quando fizemos a Festa de 1 ano do nosso programa, o Encarte, com várias bandas fazendo pockets shows, decoração, divulgação e tudo mais, eu não esperava ansiosamente pelo momento da festa, de ver tudo acontecendo e dando certo; eu esperava ansiosamente pelo dia seguinte, quando tudo tivesse terminado e eu pudesse descansar com a certeza que tudo correu bem.
Esse fim de semana foi assim, várias coisas importantes acontecendo e agora estou exatamente no momento que tanto esperei: tudo terminou e estou feliz e tranquila porque foi tudo bem.
Vamos por partes, como diria Jack:
Sexta: festa de Tomaz.. neném lindo, tudo lindo, pessoas legais... noite tranquila.
Sábado: meu chá-de-cabide. Sempre, mas sempre fico nervosa e insegura quando organizo eventos, por menores que eles sejam.. sempre acho que a comida é pouca, a bebida é pouca, o espaço é pequeno e que ninguém vai aparecer. Quase acreditei nessa última hipótese porque a primeira pessoa deve ter chegado lá pras 18h30, sendo que marquei pras 17h.. mas a noite foi deliciosa... pessoas queridíssimas vieram, todo mundo interagiu - até porque com o espaço da minha casa fica difícil não interagir hehehe - todo mundo se divertiu e todo mundo conheceu e gostou da minha casa. Sim, preciso de elogios dos outros para ficar feliz, confesso.
Domingo: o evento mais crítico. 90 anos de Armênio, meu tio-bisavô. Digo crítico porque a família sempre me deixa um pouco nervosa e insegura, ainda mais que parentes de Salvador também vieram. Mas foi tudo ótimo, melhor do que eu esperava. Foi tranquilo e divertido para falar a verdade. E foi bem um estilão de festas de família que sempre vi nos filmes, com pessoas se aproximando e tentando descobrir qual o parentesco.. "eu sou sobrinha de Armênio e você?", "eu sou sobrinha-bisneta", "ah, então somos parentes"... e sem falar nos famosos... o governador e o vice de SP estavam lá, mas confesso que só reconheci Serra... Juca Kfouri, do esporte, Alberto Dines (que é somente o criador do Observatório da Imprensa) e vários coroas com caras familiares mas que não consegui identificar. Na real, acho que se jogassem uma bomba ali, metade da história "recente" do país se perderia, pelo menos a parte da ditadura... ah, um comentário especial para o momento em que alguém pegou o microfone do grupo de chorinho que estava lá e começou a cantar o hino do Internacional, depois o hino Francês, depois alguma cantiga comunista e depois mais timidamente o hino nacional.. isso sem falar nos punhos levantados enquanto as canções eram entoadas... cena digna de filme.

E nisso tudo, Reure sempre comigo, me tranqulizando nos meus piores momentos, me fazendo rir nos melhores momentos e dançando comigo, nos momentos inesquecíveis.

Adoro dançar com ele....

postado por: Paloma
Comente aqui:



LINKS
Meu Fotolog
Programa Encarte
Blog do Sapito
Blog de Lore
Blog de Di
Blog de Cury
Blog de Maria
Blog de Magrão
Blog de Melargue
Blog de Priscilla
Blog de Juana
Blog de Mari H.
Blog de Tim
Blog de Tati
Blog de Júlia
Blog de Raquel