SOBRE O BLOG
Paloma saiu de Salvador para tentar ganhar o mundo na cidade cinza.

Acompanhe aqui as aventuras dessa soteropolitana em Sampa.


SOBRE MIM
Jornalista e ainda na casa dos 20. Gosto de música (do tipo boa), Chico Buarque, cinema e tv, livros, revistas e fofocas, de rosa, pavê, wrêwrê, sanduíche e uma lista sem fim!


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Sexta-feira, Maio 30, 2008
10:49 AM





Essa tem sido uma semana louca... ficamos ocupados fazendo muita coisa e fazendo nada. Cada momento é bem explorado, aproveitado e registrado na mente... pelo menos na minha, porque acredito que só eu penso nessas coisas; já penso como será quando ele for embora e em como ficarei - não deixando que isso interfira nos nossos momentos, claro, são apenas pensamentos - porque ele nunca pensa nessas coisas e eu o invejo muito por isso. Na verdade, muitas pessoas dizem ter uma vida leve, como se não dessem importância para certas coisas que tiram muita gente do sério, mas Reure é a única pessoa que eu conheço que é assim de verdade, e não força para ser, simplesmente é. Ele e meu pai. Freud explica...

Ontem fomos no cinema assistir Feast of Love (Banquete de Amor). Fomos no Unibanco, na mesma sala em que assisti a um filme sozinha pela primeira vez em SP. Não que isso queira dizer algo, é só mais um ponto para florear meu texto. O filme não é bom, nem ruim. É normalzinho, mas me afetou de tal maneira que no final eu chorei de um jeito que tive que esperar todos saírem da sala para não passar a vergonha de ter chorado tanto em um filme mediano. E Reure ficou em pânico, claro, ao me ver chorar daquele jeito, sem saber o porquê, e eu, sem conseguir explicar.
Em algum momento, os personagens de Morgan Freeman e Greg Kinnear conversam sobre a dificuldade de viver, e como as pessoas continuam vivendo. Isso é algo que me faz pensar desde muito cedo. De como é difícil viver, de como certas dores nos aniquilam completamente e mesmo assim continuamos vivendo. Já perdi alguém muito próximo que deu um jeito nisso, mas só depois de muitos anos de vida, e o sofrimento dele pode ter terminado naquele momento, mas a dor que eu senti ao saber foi terrível. E penso se as coisas boas da vida compensam tantas dores.. porque nunca acreditei e uma vez até discuti com uma professora de literatura e beata num cursinho que teve a audácia de dizer que, se não existe esperança que após a morte iremos para um lugar melhor, porque vale a pena viver? Oras, vale exatamente pelas coisas boas, pelo sentimentos bons que nos invadem durante essa vida... é absurdo orientar suas ações pensando no pedacinho de paraíso que você pode ganhar quando morrer... mas minha opinião sobre certas religiões merecia outro post gigante, e não esse.

Chorei no fim do filme por isso. Pensei em todas as dores que já senti, e desde muito nova foram muitas, e que não gostaria nunca mais de sentir coisas do tipo novamente, mas que sei que isso será inevitável. E nesses momentos, quando penso nisso, só gostaria de parar, deitar e não fazer mais nada.
Me entristece de verdade observar tudo de ruim que acontece no mundo e tudo que as pessoas podem fazer de ruim com as outras, em pequenos gestos, grandes momentos, em tudo. Me cansa pensar por tudo que ainda terei que passar. Me desespera saber que estou aqui, sozinha. E acredito completamente que a ignorância e alienação são segredos de felicidade.

Depois do cinema andamos até a casa dos "Mendonça" e só de chegar lá e brincar, mesmo que rapidinho com o neném lindo que faz um ano hoje e ganhará uma mega-roupa de Batman que Reure e eu compramos, fiquei mais leve, mais feliz.

Hoje é o aniversário de 1 ano de Tomaz e domingo, 90 anos de Armênio, meu tio-bisavô. Em todos esses meus questionamentos é doido pensar nisso. Esse fim de semana irei para a festa de quem ainda tem uma vida inteira para viver, e de outro que já viveu uma vida inteira (e muito intensa, diga-se de passagem) e que continua bem, lúcido, cheio de vida e com muito mais pela frente. Hoje eu gostaria de ser como os dois: ter uma vida nova pela frente sem a noção do que me espera, e ao mesmo tempo, ter toda a experiência de alguém que já viu muito do mundo.. eu sei, eu sei, nem sempre sou coerente.

E no meio desse fim de semana louco, ainda inventei um "chá-de-cabide" aqui em casa. Quero que as pessoas venham até aqui, me visitem e de quebra me tragam cabides. Mais um passo para minha auto-afirmação em uma nova casa, em uma nova vida.

E que venha o fim de semana...

postado por: Paloma
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Segunda-feira, Maio 26, 2008
10:36 AM





Esses dias estarei menos por aqui... acredito que a solidão é o melhor estímulo para descrever minhas "aventuras" ou simplesmente divagar sobre qualquer coisa em um blog... agora tenho com quem falar sobre essas coisas desde a hora que acordo até minutos antes de dormir... soteropolisampa, não preciso mais de você... pelo menos não até a próxima semana!

Confesso que tem sido esquisito tê-lo aqui. Claro que é bom, mas não nego que é estranho, já que eu havia criado uma rotina minha, adaptada à minha condição de recém-saída-de-casa e com uma casa nova. Hoje dormi muito bem; acho que foi a primeira vez de um sono de noite inteira desde que estou nesse apartamento. Me preocupa voltar a dormir bem nesses dias, e quando ele for embora, ter um sono pior do que antes... mas não quero pensar nisso agora; agora só quero pensar em aproveitar ao máximo que ele está aqui e tentar não pensar adiante (missão quase impossível para a minha antiga-eu. Acho que a nova-eu até consegue fazer isso por alguns minutos).

Só digo que estou feliz, muito feliz por ter meu namorado de volta. ;)

postado por: Paloma
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Quarta-feira, Maio 21, 2008
11:18 AM





Sou filha única, o que já indica uma certa solidão na vida. Por mais amigos que os "únicos" tenham necessidade de arrumar para não brincarem o tempo todo sozinhos, às vezes é inevitável passar muito tempo batendo bola no chão ou pulando elástico com duas cadeiras. Por ser carente de amigos, sempre me apeguei muito, me decepcionei muito e sofri muito, até criar uma certa capa protetora que me deixou um pouco fechada, ou mesmo desconfiada. Minha vinda para SP está modificando essa minha maneira de agir, porque, até os baianos que eu conhecia e gostava antes, não eram amigos tão próximos (acho que só MM participou muito de uma fase da minha vida). Não sei se isso é bom ou ruim.. até agora está sendo ótimo, e acredito que, com cautela, estou criando bons laços de amizades, até porque, todo mundo está aqui na mesma situação que eu; talvez não na mesma, mas longe da maioria dos maigos e família.. e isso aproxima as pessoas.

Pois bem, por ser filha única, além dos filhos das amigas que me chamariam de "Tia", eu só poderia ter sobrinhos arrumando um namorado com irmãos. Foi o que aconteceu. Além de virar a "namorada de Wrewrê" virei também "Tia Papá". E apesar de não estar sempre com Raquel e Lili, achava muito legal que, com o passar do tempo elas já me reconheciam, brincavam e falavam comigo. Quer dizer, quem fazia isso era Lili, a maior - não tenho noção de idade de crianças, só começo a diferenciar depois dos 20 - porque quando as conheci, Raquel nem falava ainda. Essa semana, apesar de muito penar, Raquel me chamou de Tia Papá pelo Skype, depois de ficar horas dizendo que eu era outra pessoa e só quando enchi o saco e concordei foi que ouvi o "não, vc é tia papá"... tudo bem que ela fala embolado, mas foi bonitinho. Saudades disso.. desse tipo de relação com crianças que nunca havia tido... pelo menos agora tenho convivido muito com Tomaz; "muito" dentro do meu universo de "nunca" conviver com bebês na vida. Ele é lindo. Lili e Raquel também são.

E a semana tem se arrastado de uma forma angustiante. Não saí de casa durante dois dias inteiros... mas confesso que até gosto.. acho que assim me acostumo mais ou ambiente. Hoje fui no mercado, claro. Sabe uma coisa que eu odeio também? O acúmulo de sacos plásticos. Nem tenho espaço para guardar tantos, e nem tenho tantas lixeiras para reaproveitá-los.. acho que frequentarei mais as lixeiras recicláveis do prédio.. é uma vergonha.. ainda não sou ecologicamente consciente....

E, finalmente no sábado, voltarei a ter namorado. Não será apenas um namorado virtual, e sim um namorado que poderá conhecer minha casa nova, afinal, as 24 horas no dia da mudança que ele passou aqui não contam, agora estou em uma nova casa, equipada e mais minha cara. Enfim poderei andar de mãos dadas pela rua, dormir junto, acordar e abraçar, beijar na boca e comer as comidinhas que ela tenta e gosta de fazer.

Terei namorado de novo por uma semana... por enquanto, isso basta.

postado por: Paloma
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Sábado, Maio 17, 2008
1:29 PM





Fui para o cinema sozinha pela segunda vez na vida. A primeira foi numa véspera de Natal no shopping Iguatemi; estava de saco cheio por algum motivo, não queria voltar pra casa e fui pegar uma matinê. Vi "Xuxa-Popstar". No cinema estávamos apenas eu e uma mãe com um meninho. Até que pra distrair, funcionou. Quinta-feira vi "Chega de Saudade". Gostei de estar sozinha ali, foi um tipo de auto-afirmação da minha nova vida de mulher independente, ou pelo menos semi-independente, ou tentando ser independente. Fato é que foi uma sensação bacana, assistir ao filme e depois sair sem rumo pelas ruas, olhando as lojas sem hora certa para voltar para casa.

Outro dia fiquei um tempão pensando nisso, sobre morar só e não dar satisfações de nada para ninguém... logo depois percebi que tinha esquecido a toalha molhada no banheiro e que ela continuava molhada... nesse momento, lembrei que se estivesse em casa minha mãe teria pego e estendido no varal.

Tenho dormido muito mal. Desde que mudei para cá e fiquei completamente sozinha não durmo bem. Acordo durante toda a madrugada, num sono cansativo e fragmentado, semelhante ao que eu tinha anos atrás logo após um acidente de carro que sofri. Antes do acidente, eu dormia feito uma pedra.

Fui no "Albergue Brandão" pegar umas coisas que meu pai mandou pelos meninos, ver Cachorro e almoçar com Maria. Lembrei que lá, apesar de todo o caos emocional nos dois meses inciais em SP, dormia muito bem, até demais, quase a manhã inteira. Não sei se porque lá ainda era a "hospedagem".. aqui é definitivo. Foi engraçado, um mês depois que mudei, fazer o mesmo caminho de ônibus que fiz tantas vezes com Reure. Eu olhava pela janela e sentia uma certa familiariade em lugares desconhecidos, mas que fizeram parte de um momento importante da minha vida. Foi muito bom voltar lá, mesmo que rápido.

Hoje tomei café da manhã com Marcelo e sua namorada, Patrícia, na Bela Paulista, padaria famosa que fica aqui nas redondezas. É um estilão Perini pequena, e sem pãozinho delícia, para minha grande tristeza. Foi bom reencontrar MM, grande amigo que veio pra cá há 3 anos e me ouvia dizer, com a maior boca do mundo, que eu "nunca sairia de Salvador para morar em São Paulo, que ainda tinha muito o que se fazer na nossa cidade"... pois é.. MM sempre esteve certo.

Definitivamente não tenho a menor noção da quantidade de gente que lê meus relatos... sempre achei que eram apenas as pessoas que comentavam, mas, vez ou outra, alguém que fala "ah, li seu blog" ou manda mensagem pelo orkut, ou e-mail. Hoje recebi um e-mail lindo, de Luna, ex-colega de faculdade e uma daquelas pessoas que você olha, sabe que é legal, que seria uma ótima amiga, que você queria ter convivido mais e que simplesmente não aconteceu. Fiquei até emocionada com o que ela escreveu... e sigo tentando, sempre, fazer o melhor que posso para sobreviver na cidade cinza. Apesar do pouco tempo, acho que estou me saindo bem...

postado por: Paloma
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Quarta-feira, Maio 14, 2008
10:40 AM





Ontem foi 13 de maio e eu fui na rua 13 de maio.. na verdade, as coisas aconteceram assim: Verena, que estudou com Luna em Salvador e me falou sobre o apartamento vago de prédio dela (minha atual casa), trabalha com Tiago. Tiago, é muito amigo dos caras da banda Tomada. A Tomada, é produzida por Martin, que é marido de Juana, que é uma das boas amizades que fiz aqui, que é irmã de Mariana, que estudou com Silvana, que é prima de Catarina, que é minha amiga desde os tempos da TV FTC. Pois bem, feita a contextualização quase "drumoniana", voltarei ao ponto.
Fui pro show da Tomada ontem no Café Aurora e descobri que o Bexiga, dos italianos e comidas gostosas, fica aqui do lado. A banda é muito legal, lembra bastante o Cascadura - que fez um clipe na TV FTC há muitos anos quando estagiei lá e teve seu último clipe feito pelo sr. Renato Gaiarsa com seus amiguinhos - e é muito bacana, de verdade, recomendo - a Tomada, porque, Cascadura nem precisa né? Pelo menos para os meus fiéis leitores.

A noite foi bem divertida, mas foi interessante perceber que a cena rock and roll daqui não é tão diferente dá de Salvador. E eu pensava que o axé atraía um maior público, principalmente de bons pagantes e não sobrava muita coisa pro rock. Achei que aqui o rock comandasse mais, e pelo visto me enganei. Quer dizer, tudo bem que ontem foi uma terça-feita, mas, pelo que me disseram, a concorrência aqui é grande, como em todas as áreas inclusive.
Os roqueiros do Brasil todo vêm pra cá e são apenas alguns mesmo que conseguem encher as casas de shows - os correspondentes à Cascadura e Retrofoguetes em Salvador.
Isso tudo foi pra dizer que.. enfim... não sei mais o que quis dizer com isso... mas a Tomada é "bem boa", como diria minha querida vizinha e ótima companheira de saidinhas. Ontem, inclusive, ela olhou pra mim e falou "menina, vc vai virar amiga de todos os meus amigos".. e eu respondi: "você é legal e tem amigos legais, então fico feliz"!

Eu sinto muito frio nessa cidade, muito!

E preciso falar da minha monografia... mas isso ficará para outro post...

Frio...

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Domingo, Maio 11, 2008
8:12 PM





Hoje foi o dia das mães... nunca supervalorizei essas datas comemorativas (somente o meu aniversário por uma questão simplesmente egocêntrica, mas isso fica pra outro post), mas passei o dia inteiro preocupada com minha mãe, sem conseguir falar com ela. Falei agora há pouco, e tudo está bem... mas sei que está sendo tão difícil para ela quanto para mim toda essa minha mudança. Na verdade, para ela é pior; eu estou procurando coisas novas, uma vida nova. Ela.. bem... deveria fazer o mesmo, e é para isso que eu torço intensamente. Espero que ela fiquei bem... e eu também.

Tenho aproveitado boas companhias aqui para me senitr menos só. Isso tem funcionado na maioria das vezes. Ontem à noite saí e conheci o bairro onde a Suzane Van Louca matou os pais; nada melhor que um turismo policial em SP para animar a vida.. hehehe.. mórbido, eu sei... voltando ao asssunto, saí e conheci paulistas legais, apesar da mesma pergunta de sempre "é verdade que na Bahia é todo mundo mais devagar?".. realmente as pessoas aqui perguntam isso.. e minha resposta é sempre a mesma: "é sim, que nem os paulistas são histéricos e reprimidos". E sei que será sempre assim. Ontem comprovei o que Maria e Magrão já haviam me dito: a musiquinha do parabéns pra vc aqui não passa da primeira estrofe.. assustador.. quer dizer, assustadas ficaram as pessoas quando ouviram a versão completa cantada pelas baianas da mesa, Verena e eu.

E Woody Allen não me decepciona nunca; quer dizer, às vezes posso esperar um pouco mais como no caso de "Scoop", mas não chego a me descepcionar quando o filme não é genial. Ainda fico feliz por ver os mesmos créditos de sempre e o texto do neurótico mais interessante do cinema. Hoje vi "Sonho de Cassandra" e recomendo..

E mais uma vez, tive que passar no supermercado...

postado por: Paloma
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Quinta-feira, Maio 08, 2008
10:50 AM





Nunca liguei muito pra essas datas, essa coisa de ficar comemorando cada mês de namoro... no ano passado, nós dois esquecemos e só lembramos no meio do dia que fazíamos dois anos...

Hoje fazemos três anos, contados a partir do primeiro beijo, que é quando Reure disse ter a certeza que queria estar comigo... quem sou eu pra reclamar? :)

Por estarmos em estados diferente, essa data pesou pra mim... deu um aperto no coração, porque, de perto, dá até pra esquecer, mas longe não... longe parece que qualquer coisa é motivo para recordar, e sentir saudade e...

São três anos bem aproveitados, de um namoro bacana, com realizações legais e uma convivência deliciosa... e eu não canso de dizer que não importa pra onde a vida nos leve, nem se estaremos juntos ou não, mas que eu tenho a certeza, do tipo absoluta, que amarei Renato Gaiarsa pro resto da vida.

postado por: Paloma
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Quarta-feira, Maio 07, 2008
12:03 PM





Hoje acordei e fui direto para o mercado. Só agora eu entendo porque toda hora minha mãe estava no BomPreço, que para nossa sorte, ficava ao lado de casa. Eu até sacaneava, dizendo que a diversão dela era ir no mercado, mas só agora eu entendo como é necessário e chato, pelo menos para mim. Como moro sozinha, tenho que comprar pequenas quantidades de coisas que estragam facilmente como alface, tomate, frutas, presunto... o queijo pelo menos eu congelo e corto em várias tiras para ir consumindo aos poucos.. isso aprendi a fazer lá em casa. Pois é, como essas quantidades pequenas não duram muito, toda hora preciso ir no mercado. Essa foi a primeira vez que fiz uma lista de compras e saí na rua de cachecol - sempre senti um pouco de vergonha, acho que pela falta de costume mesmo... segundo Ana Maria Braga faziam 14º às 9 da manhã. Não sei porque dessa vez não levei meu super-carrinho. É claro que me arrependi.

Ainda não consertaram o interfone nem taparam o buraco que o encanador fez na cozinha. Segundo o porteiro, o cara responsável pelo interfone veio ontem, mas como eu saí, ele não consertou. Não botei o pé pra fora de casa ontem; resumindo, devem ter interfonado e acharam que eu saí, mas eu preciso que a pessoa conserte exatamente para que eu consiga me comunicar com o porteiro! E o buraco, bem... hoje pagarei o condomínio e conversarei com a síndica. Já chegaram outras contas para pagar tb, IPTU e luz... tentarei resolver isso pela internet, porque a lotérica estava muito cheia.

Depois de chegar em casa, arrumar tudo, tomar um belo banho estreiando minha nova esponja esfoliante (e de quase ter esfolado meu joelho), sentei na mesa do computador e eis que a profecia de Ian, leitor do blog, se concretizou: Gregor Samsa apareceu por aqui. E eu realmente acreditava, feliz da vida, que bichos só entrariam por aqui pela janela. Triste ilusão. Uma miniatura de barata estava passeando, tranquilamente, pela mesa do computador, lugar da casa que eu mais frequento diga-se de passagem. Entrei em pânico, claro, tentei derrubá-la e não consegui, corri até a cozinha para pegar o inseticidada e a via caminhando para trás do móvel, local muito bem escolhido estratégicamente por conta dos montes de fios que dificultaram meu acesso. Pois é, ela sumiu. E agora estou em pânico, porque ela pode ter uma mãe, ou pior, virar mãe daqui a uns dias.

Alguém viu minha sanidade por aí?

postado por: Paloma
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Segunda-feira, Maio 05, 2008
11:07 AM





Hoje estou chata, muito chata, e nem é TPM...

O feriadão foi bom... encontrei pessoas queridas de Salvador que moram aqui mas não vejo sempre, pessoas de lá que estavam só de passagem e que foi ótimo revê-las, encontrei ótimas companhias daqui e de estados próximos para finais de noites agradáveis após sessões de cinema "nerds" e fora as minhas queridas companhias próximas que cada vez mais ficam mais próximas, se é que vocês me entendem! No geral foi um bom feriado...

O problema todo ficou na expectativa de início de uma nova semana sem expectativas... isso me mata. Ontem fiquei deprê, principalmente pela questão da grana. É assustador quando percebemos que os dígitos estão diminuindo e que ainda temos milhões de coisas para fazer e alguns meses para sobreviver. Não tenho ainda nenhuma perspectiva de emprego e eu sei que essa parece ser a mesma lenga-lenga de sempre aqui no blog mas, ontem, realmente fiquei deprê.

As contas já estão chegando, algumas até em meu nome e cheguei na terrível fase de me arrepender de todas as últimas aquisições que fiz e me odiar por achar que gasto demais e que sou uma fútil. E nem sou.. gosto de gastar mesmo, mas quando tenho. Desde que cheguei em SP fui extremamente controlada com minhas finanças... quer dizer, já não sei mais desse "extremamente", mas, posso dizer que não sucumbi à todas as tentações que essa cidade tem a oferecer... ainda não fui em certos lugares (leia-se Galeria Ouro Fino) porque sei que não poderei me deliciar com novas comprinhas. E além da questão financeira, preciso me ocupar. Preciso ocupar a mente e me sentir produtiva; parar de pensar na vida que ficou pra trás e na vida dos outros que segue o ritmo normal em Salvador. Quero ser jornalista aqui... mas parece tão difícil... e ainda tem a monografia... tenho muita raiva dessa monografia... parece um peso do passado que trouxe pra cá... mas pelo menos, de uma maneira ou de outra, até o fim do mês me livrarei dela.

Hoje estou deprê e só tenho vontade de ver TV e esquecer do mundo.

Já contei que algumas vezes, deitada na cama com a luz apagada assistindo alguma série, tenho a nítida impressão de que estou no meu antigo quarto? É muuuito estranho... mais estranho é quando olho para os lados e me sinto em um ambiente não-familiar; a minha casa, minha nova casa.

Quero começar a aproveitar essa nova vida, pode ser?

postado por: Paloma
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Quinta-feira, Maio 01, 2008
9:24 AM





Feriadões são muito estranhos desde que mudei. Na verdade, pra quem não trabalha ou estuda, minha atual situação, os feriados não são aqueles dias ultra-mega-hiper aguardados de descanso... são apenas dias comuns onde talvez você tenha a possibilidade de fazer algo diferente porque as pessoas que você gosta terão uma folga das suas vidas corridas. Mas aqui em SP, pelo menos longe do "albergue Brandão", os feriados não são bem vindos. Da última vez meu pai estava aqui e o feriado foi quase um dia perdido nas milhões de coisas de tínhamos pra resolver na casa... nossa sorte foi que a marcenaria - de um nordestino, claro - que fica aqui em frente abriu e pudemos adiantar nosso lado.

Nesse feriado de primeiro de maio, dia dos trabalhadores, fez a manhã mais fria de São Paulo, 14 graus, mas confesso que nem senti tanto.
Algumas pessoas queridas vem de Salvador e eu espero encontrar todas, mas sempre acho que vai dar tudo errado e não encontrarei ninguém (sai pessimismo; chega Poliana). Não sei direito como programar meus dias, o que, para a neurótica que sou, me angustia profundamente. E pior, fico pensando em tudo o que eu estaria fazendo na minha cidade, com os amigos e o namoradão.
Eu ficaria de bobeira com Reure, assistindo milhões de séries e provavelmente alguns filminhos no cinema; iria pro aniversário de Cata na Praia do Forte e provavelmente iria com os Gaiarsas para o reduto dos Albuquerques em Guarajuba; tomaria muito banho de mar, água de côco, comeria acarajé e montes de pãezinhos delícia... tudo bem, acho que nem comeria tudo isso, mas a abstinência aqui tem me deixado obsessiva pensando nos pãezinhos... hehehehe

Essa semana tive uma pequena crise de solidão e descobri o que me faz falta, quer dizer, uma das várias coisas que me fazem falta, quer dizer, uma não, algumas. Nenhuma das minhas grandes amigas, aquelas que me deixam à vontade para falar tudo o que vem na cabeça e que eu queria tanto falar sopbre todos os detalhes que me angustiam, fora os que podem ser publicados aqui no blog, mas falar e ter respostas diretas ao que estou dizendo, além de algumas frases... enfim... exatamente elas são pessoas distantes de internet, que não passam o dia inteiro com msn ou skype ligado e que só aparecem vez ou outra para bater um papinho. Isso me mata. Porque mesmo que eu esteja fazendo outras amizades por aqui, faz falta conversar com aquelas que conhecem todos os contextos da minha vida e que me entendem sem que eu precise falar... Ju me ligou de Madrid e Di de SSA... fiquei eufórica falando com elas... ainda não posso ficar ligando, pelo velho bláblábla da falta de emprego e pouca grana - inclsuive, manter uma casa e fazer mercado são coisas absurdamente angustiantes.. tudo é 30 reais, 40, 50 - enfim... sinto falta delas aproveitando minha casa nova comigo, vendo, elogiando ou criticando os pequenos detalhes que escolhi e... sei lá...

Mas acho que o feriado será legal... :)

postado por: Paloma
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