SOBRE O BLOG
Paloma saiu de Salvador para tentar ganhar o mundo na cidade cinza.

Acompanhe aqui as aventuras dessa soteropolitana em Sampa.


SOBRE MIM
Jornalista e ainda na casa dos 20. Gosto de música (do tipo boa), Chico Buarque, cinema e tv, livros, revistas e fofocas, de rosa, pavê, wrêwrê, sanduíche e uma lista sem fim!
Domingo, Março 30, 2008
2:54 PM





E não é que a peça foi muito legal? Cymbeline, como Reure descreveu no fotolog dele, adaptação de Shakespeare digna do Grupo Dimenti (queria muito estar em Salvador para ver o novo espetáculo deles, "Batata!" - quem puder ir, não perca). Foi muito bacana pra mim assistir pela primeira vez uma peça de um grupo estrangeiro (acho que eles são do País de Gales), com legenda e um ótimo humor.
Foi bom mesmo, e baratinho, isso só porque os meninos chegaram tarde e não conseguiram os ingressos gratuitos. Me diverti mesmo pagando para ficar nas cadeiras extras, desconfortáveis e atrás de todas as outras pessoas, sem enxergar direito vendo cenas apenas de relance. E mesmo assim, gostei!

Esticamos a noite pulando de bar em bar com Luna, Marcos e Estela, namorada dele. Vi que a Vila Madalena é infernal e que pode ter vários bares legais, mas R$15 de estacionamento ainda me assuta - acho que nunca terei carro nessa cidade; só se eu tiver muita grana pra ter motorista.
Também vi que a Lapa é uma Av. Sete, no melhor estilo centrão tosco, e que o barzinho cult que tem jazz, o Bar B, teve a coragem de ceder espaço para o pior grupo de jazz que já ouvi.. pra quem está acostumada aos caras que tocam no Jazz no MAM, no Póstudo etc, realmente o choque foi quase traumático.
Mas foi bom, passear pela noite da cidade, coisa que Reure e eu fazemos pouquíssimo, principalmente pelo longo processo que é voltar pra casa depois das 2 da manhã. Podem me chamar de patricinha acomodada, mas nessas horas sinto falta de não ter que me preocupar tanto com locomação... era só pegar o carro, sair e voltar pra casa quando desse vontade. Não sinto vontade de dirigir, porque não gosto, mas sinto falta dessa comodidade, como de várias outras. Mas eu quis sair de casa, não é? Então pronto.

E Lost é um saco e Desmond é "o cara"... sim, sou masoquista que fico assistindo essa porcaria que só vai resolver alguma coisa e parar de enfiar gente nova lá pra 2010. Na real, estou chegando à conclusão que quando o assunto é TV, sou masoquista mesmo. Mas adoro. Queria trabalhar com isso... até mandei o currículo para uma revista, indicação de uma pessoa... mas recebi a triste resposta que precisam de alguém com contatos de celebridades.. não é meu caso... se fosse dos roqueiros de Salvador e de alguns axézeiros até poderia ser, mas das pseudo-celebridades daqui não dá... quero ser paga para fazer entrevistas, perfis e escrever críticas... mas... sou apenas uma menina que fez jornalismo em Salvador, lá no norte, onde alguns paulistas acreditam que a Bahia fica, apenas mais uma na multidão. E hoje é dia de crise profissional.

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Sexta-feira, Março 28, 2008
12:13 PM





Luna chegou e agora formamos o trio "Seu Reure e suas duas mulheres, ou seus dois maridos, sei lá"...

Ontem foi o dia de aproveitar o bom de SP: Festival É Tudo Verdade (It's All True) de Documentários. Vários filmes gratuitos, em vários cinemas, até a semana que vem.
Vimos alguns muito bons como o "Dossiê Rê Bordosa", animação sobre a morte da personagem de Angeli; "& etc", sobre coroas legais que cuidam de uma editora independente em Portugal, "Cineasta Iniciante", sobre um pai doido que quer ensinar a filha de 4 anos a fazer um filme - inclusive com noções de foco e luz - e é claro que toma vários escaldes da garotinha fofa que só quer saber de farra e um longa chinês, "Subindo o Rio Amarelo", muito bom mesmo, que fala sobre... agora estou com preguiça de falar sobre toda a complexidade dos moradores pobres da beira de um rio chinês que precisam se deparar com turistas capitalistas em um cruzeiro de luxo... é mais ou menos isso, ou não. Esses foram os bons... os outros foram ruins, alguns muito ruins que nem merecem ser citados. E nem vimos todos.

Ficamos só no CineSesc, na Augusta; lugarzinho interessante que possuía uma parte com bar e mesas, separadas por uma grande janela de vidro da sala de exibição, mas que tb ficava escura e tinha acesso ao áudio dos filmes. É claro que ficamos lá porque os meninos não perderiam a oportunidade de assistir aos filmes tomando cervejinhas.

Encontramos mais baianos perdidos em SP (Xanxa, Gabriela e um amigo deles). Depois das sessões nos juntamos à Magrão e perambulamos pelas ruas da paulista, com paradinhas em botecos e pizzarias.

Hoje iremos assistir uma adaptação musical de uma história obscura de Shakespeare feita por um grupo inglês que usará legendas em português... coisas moderninhas que só vemos em SP.

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Quarta-feira, Março 26, 2008
7:55 PM





O Big Brother acabou...

Rafinha ganhou...

E eu continuo esperando...

Espero milhões de coisas...

Espero o mundo inteiro...

Nas páginas de revistas...

E em programas de TV...

Fugindo da teoria...

Fugindo da monografia...

Fugindo da monotonia...

Fugindo da poesia...

Mas a monotonia me persegue...

E Salvador já não é mais problema...

Outro "S" me consome...

E dessa vez, seguido do "P", primeira letra do meu nome...

Nessa busca pelo improvável...

De não pensar no que deveria...

De não enlouquecer todo dia...

Sigo assim...

Assim...

Sem saber o que dizer, escrever ou sonhar...

Sem a tal "magia"...

De encontrar o pote de ouro...

No fim do arco-íris colorido...

E de não escrever palavras tolas...

Tipo essas, que não fazem nenhum sentido.


obs: nunca fui competente com rimas.

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Segunda-feira, Março 24, 2008
3:06 PM





Diário de uma gordinha.

Moqueca de arraia com vatapá e abará: feriadão com baianada reunida aqui no apartamento de Maria e Magrão.
Pizza de metro: saidinha com os tios e primas de Reure. É interessante experimentar em outros formatos.

Comida chinesa no bairro japonês: após caminhadas pela Santa Efigênia e Galeria do Rock, um franguinho xadrez no mega-restaurante da liberdade e vários chicletinhos e biscoitinhos de nomes imcompreensíveis de sobremoesa.
Mais pizza: só para passar o tempo durante a gravação do nosso podcast.. ops, era segredo? ops, faremos de novo? pelo menos, foi muito divertido. Descobri até na na água de Campinas tem excesso de progesterona. Será que as mulheres de lá são mais mulheres do que nos outros lugares? E será que os homens de lá são mais mulheres do que nos outros lugares? Grandes questões para se pensar...

Salada de bacalhau com rúculo, capeletti com teriaki e um mulho delícia de queijo, carneiro com batatas, sobremesa sensacional que esqueci o nome com cobertura de chocolate, vinho branco, tinto e champagne: e assim foi o aniversário do meu tio Cláudio, onde reencontrei pela segunda vez na vida meu tio-bisavô jornalista-fomoso-e-respeitado que fará 90 anos nos próximos meses e se refere ao grande Stanislaw Ponte Preta (se não sabe quem é bote do google pq vale a pena) como o amigo Lalau. Momento bacana também para passar mais um tempinho com garota dos Guedes em SP, Dona Juju, que quis aprender com Reure como fazer o template de um blog tão legal quanto o meu (fofíssima!).

Hoje resolvemos não almoçar...


Diário de uma mulher madura.

Fiz minha primeira entrevista de emprego; concorro com mais 5 para algo que não é muito minha especialidade, mas não estou ansiosa, muito menos sem expectativas. Estou muito equilibrada, como mulher madura que sou, aguardando o resultado.

Recebi outra resposta negativa sobre a questão da moradia... mas como mulher madura e equilibrada que sou, não gritei, chorei, arranquei os cabelos, furei pneus desconhecidos pelas ruas, muito menos joguei pedras em ônibus. Simplesmente continuarei buscando, do zero, esperando que o meu coração diga o que é o certo (quem me conhece sabe que fui irônica nesse momento, como mulheres maduras, inteligentes e interessantes costumam ser). Por enquanto, morar sozinha parece ser o caminho... espero conseguir.

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Sexta-feira, Março 21, 2008
12:54 PM





Quarta-feira foi dia de faxinão e supermercado até meia-noite.

Quinta-feira de manhã, Flavinha e Vanessinha, amigas de Mariazinha, chegaram para o feriado.

Reure e eu almoçamos no indiano-vegetariano com Gabinha e Rafa e pela primeira vez tomei um suco com gengibre e gostei (o maracujá misturado ajudou). Depois do almoço encontramos Tici, mais uma neo-retirante recém-chegada na cidade grande.

De noite, Martin, músico baiano que mora aqui, chamou Magrão para encontrá-lo num Karaokê na Liberdade. Magrão foi de galera.
Um noite que começou meio tímida e estranha terminou com dancinhas do É o Tchan, sucessos sertanejos, clássicos bregas e românticos berrados por pessoas divertidas e muuuuitas gargalhadas.

Foi legal, bem legal... ;)

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Quarta-feira, Março 19, 2008
5:04 PM





Ontem vi duas possíveis opções de moradia (valeu Mari, por uma delas), mas ainda não tenho nada definido... pelo visto, só terei resposta após o feriado, que na atual situação em que me encontro, veio em péssima hora.

Preciso confessar que acho muito interessante nessa minha busca por apartamentos entrar na casa de pessoas completamente desconhecidas. Porque casa é algo extremamente pessoal, não tem jeito. É é doido notar como a pessoa organiza a cozinha, decora a sala, arruma o quarto, e que cada particularidade dali pode refletir detalhes de sua personalidade. Eu costumo prestar atenção nisso desde sempre, quando eu frequentava a casa dos parentes por parte de mãe, pessoas simples, sem muita grana e da parte do meu pai, mais "intelectualóides" e com dinheiro para decoração, jardinagem, piscina etc. Minhas casas, tanto a primeira, casa mesmo do Barbalho, e depois o apartamento na Pituba, sempre foram diferentes das casas com decoração "classe-média-tradicional" que eu lembro das casas das amigas. Sempre tinha janelas demais, ou madeira demais, ou cores demais, ou confusões demais. Hoje, sem casa, e convivendo muito com Maria e Magrão todos os detalhezinhos que formam a casa deles aqui em SP, penso em como será a minha, como será o tapete do banheiro, a peneira da cozinha e a saboneteira do banheiro.

Ontem fui almoçar na casa do meu tio que mora aqui há uns 30 anos. Meus dois únicos primos são paulistas e ele simplesmente adora essa cidade, apesar de ir para Salvador a cada 15 dias. Estava apreensiva no início, principalmente porque nunca fui muito próxima da família e, de uns anos para cá, menos ainda. Tanto que revi minha prima, Júlia, e hoje ela é uma pré-adolescente, cheia de orkut, msn, gírias e corações. A última vez em que a vi.. bem... acho que ela ainda usava bóia na piscina. O encontro foi bom... nunca havia conhecido a casa desse meu Tio Cláudio e Lucinha, mãe de Júlia, nem tinha noção de como ele vivia... foi interessante e bem mais agradável do que eu esperava. O único e pequeno constrangimento que sofri foi por um gesto bacana que me deixará mais tranquila nesse início turbulento na cidade... mas ele já passou por isso e entende perfeitamente o que está acontecendo. Família...

Tento não me sentir culpada pelas consequências que minha saída da cidade causaram nas vidas dos que deixei em Salvador... mas nesse momento devo pensar que cada um deve cuidar de si, e nesse momento, depois de muito tempo, quero cuidar exclusivamente de mim.

A pior coisa que podia acontecer era ter que esperar até segunda... odeio segundas, mas espero amá-las a partir da semana que vem! ;)

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Segunda-feira, Março 17, 2008
8:24 AM





Preciso ser Poliana, preciso ser Poliana, preciso ser Poliana...

Eu estava animada, no possível de animação que me permito, e até já havia começado a falar com as pessoas sobre o apartamento. Já tinha começado a olhar preços de roupa de cama, máquina de lavar e buscado um salão de beleza pelas redondezas.

Mas por motivos não-objetivos, minha futura ex-companheira de casa desistiu do apto... se é melhor para ela desistir agora, é melhor para nós duas que o arrependimento seguinte não apareça com contratos já efetivados.

E agora volto ao início, mais uma vez...

Hoje me sinto exausta e sem forças para continuar, ainda mais porque acreditava otimistamente que daqui a 10 dias eu teria minha casa...

Tenho uma lista de preocupações, e um papel em branco de soluções...

Sinto frio...

Hoje eu odeio São Paulo...

Preciso ser Poliana, preciso ser Poliana, preciso ser Poliana...

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Domingo, Março 16, 2008
3:41 PM





História contada e ilustrada no fotolog que mereceu ser repetida aqui no blog. hehehehe

Show da Móveis Coloniais de Acaju

Momento surreal da noite:

Na fila demoníaca para pagar a conta após o show, fiquei atrás de um menino que, em algum momento falou "que cara queixão" etc etc... confesso que achei o "queixão" familiar, mas ignorei, vai que os paulistas aderiram à essa gíria após o carnaval em Salvador... enfim... depois de pelo menos meia hora de caos na fila, o amigo do tal menino se aproxima dele e pergunta:

Amigo: Man, você ligou pra Bruno? Hoje é aniversário dele!
Menino: Rapaz, nem liguei, acho até que tinha show das Pessoas Invisíveis hoje...
Eu: (!!!!????!!!) Com licença, mas, vocês estão falando de Bruno Carvalho, lá de Salvador?
Amigo: Isso mesmo, e você é a apresentadora do Encarte, né? Eu assisti a todos os programas!!
Eu: !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
....
Pois é, baianada reunida em SP!

Menino: Rafael / Amigo: Bruno - muito prazer meninos! :)

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Ontem fui pro Inferno e comrpovei que lá é quente. Tão quente que pela primeira vez conheci e usei um serviço de chapelaria. Estou sentindo muito frio e me desespera saber que isso não é nem uma amostra do que vem por aí. Quero Salvador.

Hoje faz um mês que estou em SP. Quer dizer, eu cheguei aqui dia 17, porém toda a preparação, ansiedade, arrumação de malas, tristeza e aeroporto aconteceram no dia 16, portanto, para mim, hoje faz um mês que saí de casa com o coração apertado querendo ganhar o mundo. Ainda não ganhei, mas nesse tempo conheci minha futura companheira de casa e encontramos nossa futura casa. Ainda não está nada totalmente certo, mas quando estiver, eu conto todos os detalhes. Esse foi um mês angustiante até resolvermos isso. Muito angustiante.

Ganhei dois queridíssimos amigos que, com a acolhida e convivência diária eu posso afirmar com toda a certeza do mundo que serão meus grandes amigos e aliviarão minhas saudades e dificuldades nessa mudança. Encontrei outras pessoas muito queridas, queridas de verdade, que comprovam a forte presença dos retirantes nordestinos nessa cidade e que me deixam feliz a cada encontro e indicação de bons restaurantes. ;)

Andei muito de ônibus, pouco de metrô, menos de trem e táxi. Fiz poucos passeios turísticos, o que me incomoda porque Reure está comigo, desde o início, e me preocupa pensar que buscar apartamentos e deixar currículos possa ser chato para ele. Mas é claro que, do jeito Reure de ser, ele nunca admitiria isso. E não quero pensar como o tempo está passando rápido e que logo logo ele irá embora. Não quero pensar. Não quero pensar.

Fui para dois shows da Margot, um da Vanguart, um da Banda EVA e um da Móveis Coloniais de Acaju, todos muito bons (cada um do seu jeito) e em lugares diferentes. Faltei ao primeiro show de 2008 da Rockassetes, o que me entristeceu, mas o cansaço após um dia resolvendo a novela do apto não permitiu.

Ainda não fiz nenhuma estevista de emprego, não comi o sanduíche de mortadela do Mercado Municipal e não fui no Hopi Hare. Tenho uma lista interminável de lugares para ir e coisas para fazer e ainda não consigo assimilar que terei muito tempo para fazer isso. Não gostaria de fazer nada sem ele; mas a vida de adulta é difícil, e eu não sei mais se quero crescer.

Um mês...

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Quinta-feira, Março 13, 2008
12:44 PM





Gostaria de escrever quando tivesse boas notícias... mas leva muito tempo e trabalho para ter notícias e boas...

Hoje meu pai me disse para voltar para casa com Reure; ontem senti uma saudade absurda da minha casa, do meu quarto, e mesmo da minha rotina.

E acho que, só agora com decisões mais reais sendo tomadas, eu percebo que "saí de casa". Eu saí de casa.

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Terça-feira, Março 11, 2008
8:49 AM





"Não esquenta senão caspa vira mandiopan".. era mais ou menos assim a frase que um enfermeiro falava pra Marcelo Rubens Paiva quando ele estava internado no hospital após o acidente que o deixou paraplégico. Li isso em "Feliz Ano Velho", primeiro livro de gente grande que lembro ter lido na vida. Lembrei dessa frase porque tenho me preocupado bastante - quem me conhece sabe que a preocupação é algo inerente ao meu ser - e, ao chegar em SP, todas as minhas odiadas caspas que haviam desaparecido em Salvador, montaram acampamento na minha cabeça, o que me estressa bastante, e contribui para que elas continuem por aqui.

Mas deixando as caspas, mandiopan e Marcelo de lado (ele é uma das pessoas que eu gostaria muito de conhecer, sentar num café e ficar horas batendo um papinho), ontem tive boas perspectivas de acabar com minha "agonia paulista nº 1". Não vou contar o que é pra não dar azar, mas se tudo se resolver essa semana, anunciarei com letras garrafais e luminoso pink xok - a grafia tinha que ser assim pra ficar bem chocante!!!!

Na real, tudo aconteceu mais ou menos assim: Marcelo, meu querido MM, que já mora aqui há um tempinho, me apresentou a Elis, que é de Floripa e está aqui fazendo uma pós em Letras.

Elis, retirante como eu, queria dividir apartamento com alguém. Almoçamos todos juntos, fomos com a cara uma da outra e começamos a procurar apartamento.

Depois de dois momentos de caminhadas, sempre perguntando para os porteiros se "tem apartamento pra alugar aí, moço?", achamos algumas opções até interessantes no centro e nos empolgamos.

Depois desempolgamos quando voltamos para a realidade e percebemos que contrato de 30 meses é muita coisa e montar um apartamento sem nada, nem um movelzinho ou eletrodoméstico para contar história, é mais pesado ainda.

Desistimos e fomos atrás de quarto para alguar em apartamentos já prontos. Descobrimos o easyquarto.com mas confesso que poucos anúncios pareciam vindos de pessoas "normais" e não tarados-psicopatas- que-querrem-cobaias-para-experiências-malignas.

Desistimos e resolvemos procurar apartamentos mobiliados, baratos e com contratos de um ano... difícil, né? Pois é.

Agora é esperar com dedinhos das mãos e pés cruzados.

No fotolog vocês verão uma foto tirada em uma de nossas andanças, num apartamento que, aparentemente estava num prédio simples - por isso subimos para olhar - mas, na verdade, era o santuário da
ostentação, dos banheiros decorados e paredes de espelhos. Nem perguntamos o preço...

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Domingo, Março 09, 2008
1:27 PM





Acabei de conversar com minha mãe pela primeira vez usando o skype e meu coração está apertado.

Amanhã é aniversário dela e pela primeira vez na vida não estarei por perto. Meu pai fez um almoço para ela em sua casa e por isso ela experimentou pela primeira vez os recursos tecnológicos para me ver e ouvir desde que vim para SP... é claro que ela chorou... eu não.

Nossa relação nunca foi boa, nunca. Mas sempre coloquei na cabeça, principalmente depois de "grande", que nosso maior problema era a convivência cotidiana. Um bom exemplo de como a distância é benéfica para nós duas é que, quando finalmente resolvemos colocar uma tv no meu quarto e paramos de dividir o mesmo aparelho num quarto específico para ele em casa, passamos a brigar menos. Casas separadas seria o ideal, sempre pensei. Tomei a iniciativa e fui para um estado separado.

O mais difícil no processo de mudança foi pensar nela, que é uma pessoa solitária e que ficaria mais solitária ainda sem mim. Impossível não sentir culpa, mesmo sabendo que não tenho. Hoje ela me disse que às vezes entra em casa e ouve minha voz gritando "mãe, tá vestida?".. eu sempre fazia isso quando chegava em casa com Reure, para poupá-lo de ver minha mãe pelada, que é como costumávamos ficar, já que éramos só nós duas. Foi triste pensar nisso, me colocar no lugar dela e quase vivenciar esse momento de profunda angústia ao perceber que aquele som não passava de uma alucinação passageira e que ela voltaria para o vazio, sem ninguém para ouvir suas longas histórias do dia-a-dia e reclamações constantes.

Por mais que eu a odeie em alguns momentos, eu não suporto vê-la chorando, principalmente por minha causa, e isso sim, do meu jeito, do jeito que aprendi a ser, é uma declaração de amor.

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Sábado, Março 08, 2008
4:11 PM





Hoje eu odeio SP e tudo o que essa cidade representa.

A Ipiranga com a São João não provocam coisa alguma no meu coração.

Sei que amanhã tudo parecerá melhor.

Mas hoje não; simplesmente não gosto e questiono a incrível idéia de sair de casa e vir para cá.

Sei que não voltarei tão cedo, mas hoje prefiro acreditar que daqui há algumas horas estarei no avião, contando os minutos para chegar na minha sala colorida, cheia de cores de Almodóvar e no meu quarto, simplesmente meu.

As pessoas que estão aqui são o melhor de SP, e amenizam minha angústia.

Acabei de ouvir Reure perguntando para Magrão após olhar pela janela: "aquilo ali é chuva ou poluição?".

E eu me pergunto: "isso aqui é dúvida, ou apenas reclamação?".

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Quarta-feira, Março 05, 2008
11:25 AM





Ontem teve almoço com Gabinha e Rafa num restaurante indiano vegetariano sensacional perto da Paulista. Comidinha diferente, gostosa e barata com suco de maracujá com morango até enjoar. Depois do almoço ainda teve parada prum cafézinho num café e visita em loja de discos, k7's, cd's e dvd's. É sempre bom passar um tempinho com os dois, principalmente Gabinha, que nunca me deixa esquecer que "o mundo é uma farsa". ;)
Cansaço mental pelas tentativas frustradas de conseguir um lugar para morar... de não conseguir emprego é menor, acho que porque eu realmente estava preparada para um processo lento; mas a questão da moradia não... adoro muito Magrão e Maria, de verdade, adoro a companhia deles e principalmente o intensivão doméstico que estou tendo aqui (hehehehehe), mas gostaria muito de poder organizar minhas coisas fora das milhões de malas e liberar o quarto de Magrão logo. Quero que eles ainda gostem de mim quando eu sair...
Hoje tem jantarzinho com parte da família de Reure... depois conto como foi...

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Segunda-feira, Março 03, 2008
11:19 AM





Relato sobre um longo fim de semana

Sexta à noite fomos para o tal evento da ECA. Curta legal, Marcos parece ser um cara legal (não conversamos muito), tudo num lugar legal, o cine Reserva Cultural, onde Zeca Baleiro frequenta. Descobri que paulistas não sabem o que é "Roska". Eles vendem caipirinha com frutas e quando vão preparar perguntam se vc quer com vodka ou cachaça... estranhos... outra coisa estranha é estar num eventos desses, cheio de pessoas moderninhas e "alternativas" e não reconhecermos ninguém - sentimos o mesmo na Outs, apesar de meio vazia, mas, estar em um show de rock e não encontrar milhões de pessoas é algo bem estranho de uns tempo pra cá, e que agora, será bem constante.

No sábado acordamos tarde e fomos (eu, Reure, Maria e Magrão) almoçar com Tati, Igor e um casal de amigos deles, Rodolfo e Marina (acho).. todos de Salvador. O restaurante era alemão e eu me senti muito adulta por comer coisas com molho de páprica, cravo e temperos exóticos. Foi caro, mas um experiências interessante. Depois do almoço encontramos Érika - amiga de Maria - no meio do caminho e voltamos para o apartamento. Depois chegaram os quatro do almoço mais Liz, o marido Hora, e o mais novo filho do casal: Rodolfo Valentino, um boxer branco de 10 meses. Pense numa super lotação? E qual a diversão principal? Colocar vídeos do youtube na tv.. hehehehe... mas eu, que me canso rápido dessas coisas até me diverti... hehehehe

Mais tarde nos arrumamos, coloquei vestidinho azul de casamentos e formaturas e uma sandália baixinha vermelha para ficar mais casual e fomos para o hotel onde a Banda Eva ficou hospedada esse fim de semana. Eles tocaram numa formatura de direitio não sei onde e nós fomos junto. Para quem não sabe, meu cunhado é o tecladista. Foi surreal ir de van ouvindo os papos da banda e aguentando as brincaderias chatas que Saulo fazia repetitivamente com o celular; chegar no lugar, ir direito para o camarim e depois ficar no palco, de onde só saímos para voltar ao camarim, para a van e depois para a casa. Não sei te dizer como era o espaço, como estavam organizadas as mesas, se tinha muita gente e como as mulheres se vestiam... mas tinha comida e bebida no camarim e tudo foi divertido. Reure ficou trsite pq só soube que Sérgio Malandro se apresentaria logo depois quando já estávamos de volta ao hotel. Ele seria tiete e tiraria uma foto, para minha tristeza. De volta ao hotel, ficamos no quarto de Adri batento papo com eles e outras figuras até as 7 da manhã - chegamos da formatura umas 4h30; o show começou umas 2h. Sem dormir fomos tomar o café do hotel (grátis, porque para todos os efeitos nos hospedamos na suíte 1408), nos entupimos de camida, voltamos para o quarto, tomamos banho e saímos enquanto Adri roncava na cama ao lado com o controle remoto nas mãos assistindo a um canal japanês que o ajuda o domir após os shows.

Saímos do hotal na Paulista e fomos andando até o parque do Ibirapuera (ainda sem dormir, não esqueçam). Marcamos um piquenique com os amiguinhos num belo dia de sol. De verdade, céu azulzão, perfeito. O parque é do jeito que eu imaginava, mas só conheci uma pequena parte. O dia foi uma delícia, apesar do nosso estado. Quer dizer, Reure era quase um objeto decorativo na canga do Bahia entre as frutinhas, suquinhos e biscoitinhos. Às vezes eles despertava, tirava fotos e depois cochilava de novo. Eu aguentei o máximo que pude.. só cochilei rapidamente em um momento. Teve de tudo: comidinhas - apesar que, entupida do hotel, não aproveitei quase nada -, brincadeiras com Rodolfo - não tinha energias para isso mas adorei observar, e joguinho de frisbe - tentei no final, mas um dia virarei profissional. As ótimas companhias de sempre e o lugar lindão foram uma bela injeção de ânimo que me deixaram desperta até chegar em casa, porque quando cheguei...

Dormi das 16h de domingo, até as 10h da manhã de hoje. Segundo Maria, 18h seguidas foi o recorde da casa... e o meu tb! Reure até ficou preocupado, mas como um bom príncipe-sapo, ele conseguiu despertar a bela aqui com uma oferta de pãozinho com queijo no café. ;)

postado por: Paloma
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