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SOBRE O BLOG
Paloma saiu de Salvador para tentar ganhar o mundo na cidade cinza.
Acompanhe aqui as aventuras dessa soteropolitana em Sampa.
SOBRE MIM
Jornalista e ainda na casa dos 20. Gosto de música (do tipo boa), Chico Buarque, cinema e tv, livros, revistas e fofocas, de rosa, pavê, wrêwrê, sanduíche e uma lista sem fim!
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Sábado, Agosto 16, 2008 12:12 PM
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E o fluxo baiano continua..
Um vai embora hoje quase no mesmo momento em que outra chega.. a que já estava continua em outro lugar, e talvez outros venham nas próximas semanas... só ele, que já tem a passagem em mãos, não poderá aparecer... é o trabalho, a política, o necessário...
E o trabalho tem sido bom; no fim da semana já me sentia fazendo parte do lugar, mais auto-sufisciente, mais pró-ativa.. porque eu acho que o que me incomoda de verdade em "primeiras semanas em uma nova atividade" é a insegurança, o "pergunta tudo o tempo todo", o não saber bem pra onde ir, o que falar, com quem falar e o que fazer... mas isso leva tempo, eu sei.. sou ansiosa, terrivelmente ansiosa...
E a ansiedade costuma atingir o seu pico máximo exatamente nesse momento, a menos de uma semana do meu aniversário...
E tudo vai ficar bem...
Esperando, nesse momento, o interfone tocar anunciando que minha Di enfim chegou.
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Terça-feira, Agosto 12, 2008 8:44 PM
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Faltam 10 dias para o meu aniversário...
Estou trabalhando na assessoria de imprensa de uma mega, mega mesmo, instituição de saúde em SP. Só que o prédio é novíssimo, inaugurado há pouco tempo e as coisas ainda estão se ajeitando. Pelo menos, qualquer pauta que for sugerida para os veículos de comunicação se "vende" fácil, como diria minha chefa.
Esse "vender" foi o que sempre me incomodou em assessoria. Mas pelo menos estou vendendo algo bacana, com milhões de possibilidades de coisas para extrair, e fuçar, e descobrir, e divulgar... e coisas que, espero, sejam para o bem de muitas pessoas. Me apego a isso. E ao fato de que vou e volto andando de casa para o trabalho e do trabalho para casa.
É delicioso poder sair a hora que eu precisar sem me preocupar com o trânsito que, principalmente quando termino o expediente, está caótico. E eu sigo, ouvindo musiquinha e feliz por caminhar pela Paulista e Augusta. É engraçado como gosto de caminhar por aqui.. quando estou bem disposta, claro. Mas como nesse caso é obrigação sair de casa todos os dias, a caminhada se tornou um prazer, não sacrifício. Claro, que hoje é apenas o segundo dia.
E nesse segundo dia fui para em um curso de atualização para jornalistas sobre oncologia. Foi interessante, buffet sensacional, e plestras.. bem... me senti de volta às aulas de biologia, quando eu entendia no máximo 40% do que era dito (isso nos meus dias mais inspirados). Mas foi interessante.
O doido é que terei de lidar todos os dias com temáticas relacionadas à essa doença que sempre me apavorou. Na minha família existem casos... minha avó, que morou na mesma casa que eu durante toda a vida morreu disso. E sempre tive medo, por ser uma doença apavorante, que muitas vezes chega de repente sem que você não tenha feito nada para estimular essa chegada, e que às vezes, muitas, é dificílimo mandá-la embora. Talvez eu supere esse medo convivendo tão de perto com tantas tentativas de tratamentos, pesquisas e pessoas que dedicam a vida para mudar essa realidade assustadora de um número cada vez mais crescente de brasileiros mortos por algum tipo de câncer. Não quero mais falar sobre isso.
E nesse trabalho estou exercitando algo que sempre achei muito bacana no jornalismo: a possibilidade de conhecer um pouco sobre universos completamente diferentes do seu em cada matéria. Claro que isso é mais possível quando se trabalha em veículos de comunicação produzindo matérias; no meu caso, conhecerei mais sobre um assunto, ou melhor, sobre diversos assuntos de um único universo.. o que também é interessante.
Acho que é por isso que ainda tem gente que acha que jornalista tem a obrigação de saber tudo sobre tudo. Esse é um pensamento limitadíssimo, claro. Não temos a obrigação de saber tudo; mas conseguimos sair um pouco do feijão-com-arroz de todo o dia que é o que acontece em muitas profissões. E eu sempre assumi que tenho várias limitações e que, na verdade, estou longe de saber muito sobre muito. Sei muito sobre muito pouco, e nem por isso me sinto superficial ou desesperada (ok, às vezes fico insegura me achando limitada e desinteressante, mas aos poucos resolvo isso). Agora, é claro que admito isso porque sou o tipo de jornalista legal. Acho até que essa história de sabe-tudo foi espalhada por algum "colega" bossal como os muitos que encontramos por aí.. em SP, SSA ou qualquer lugar.
Eu tenho uma mesa, um telefone e um computador só para mim. Meu salário não é muito bom, mas pelo menos dá para pagar as contas (nada muito além delas). Não me dou bem com tecnologias em que você tem que passar o dedo em um dispositivo no teclado para não precisar colocar login e senha. Os CSI's deveriam me conhecer para me dizer porque a porcaria do programa demora tanto, até me fazer perder a paciência, para reconhecer minha digital . Optei pelos tradicionais "login e senha". E pela minha experiência, principalmente na Rádio Educadora quando fiz várias matérias de saúde, sei bem como os médicos podem ser difíceis, incompreensíveis e inacessíveis. Pessoas são difíceis.
E daqui a 10 dias farei aniversário...
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Segunda-feira, Agosto 11, 2008 8:53 PM
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Comecei a trabalhar; hoje foi o primeiro dia.
Estou mais aliviada do que feliz. Aliviada porque poderei pagar minha contas e continuar aqui... feliz de verdade só ficarei quando trabalhar no que eu realmente gosto...
Ainda estou no jornalismo - apesar de não ser exatamente o que acredito que o jornalismo seja - mas estou fazendo algo que sempre rejeitei em Salvador. E isso me frustra. Mas tudo aqui é diferente, porque realmente acho que minha vinda para SP já deixou de ser uma "busca pelo melhor para meu futuro profissional" e se tornou algo maior. Maior como crescer.. e estar só... e cuidar de mim... e ser menos dependente.. e enfim me tornar uma mulher.
E ontem não consegui falar com meu pai durante todo o dia, e fiquei angustiada. Hoje ele me acordou... e nesse instante ligou para saber como tinha sido meu dia. E me disse algo lindo relacionado à sua vida, à minha vida, e às tristezas da vida. Não sei se devo escrever aqui, porque foi tão pessoal que não me sinto no direito. Mas foi lindo, como eu acho que ele nunca nem sequer perceberia que foi, e de um jeito que aos poucos, sinto que finalmente ele me entende. Espero que sim. E quando li seu comentário do meu último post, derramei algumas lágrimas.
Hoje estou emocional. Mudanças sempre me deixam assim. E apavorada.
Amanhã contarei mais sobre essa nova fase...
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Domingo, Agosto 10, 2008 10:52 AM
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Apesar dele ter me criado para não dar muita importância a essas datas comemorativas, hoje eu queria estar em Salvador (quer dizer, na nova morada-esconderijo, fora da cidade), dar um abraço apertado em meu pai, passar horas conversando e discordando sobre os mais diversos assuntos e comendo lanchinhos preparados com a mais perfeita simetria por ele.
Eu também sinto muitas saudades e sei que para nós três, da nossa imensa família, essa minha decisão de crescer e tomar conta da minha vida não está sendo nada fácil. E isso é o pior para mim; o pior de estar longe é a preocupação com o bem-estar de quem se ama, principalmente quando sei que sou motivo de tristeza para eles.
Escrevendo assim parece descrição de dramalhão mexicano... mas não é... é a tristeza pela distância, pela insegurança e pelo rompimento do cordal umbilical, que no meu caso, sempre foi duplo, em alguns aspectos saindo da minha mãe, e em outros extremamente importantes, vindo de meu pai.
Ele sempre foi a figura mais forte e mais presente em minha vida.. e seria demais, pessoal demais e extenso demais, falar sobre ele aqui... não quero isso.
Também sinto saudades, me preocupo muito com seu bem estar e te amo infinitamente, sei que você sabe disso...
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Sexta-feira, Agosto 08, 2008 10:48 AM
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Situações curiosas que só acontecem porque estou em SP...
Ontem eu estava no computador e ao mesmo tempo acompanhando a novela das oito (é sempre engraçado chamar a novelas das 21h assim), que teve uma reviravolta absurda e começou a ficar mais animadinha. Dedicarei um post só para ela depois. Uma contextualização que precisa ser feita é que a trama de "A Favorita" é passada em SP, e vez ou outra eles usam nomes de ruas ou mesmo de lugares para situar o telespectador.
Pois bem, de repente, a personagem mamãe-quero-ser-adolescente-descolada-mesmo-tendo-30-anos-em-cada-fio-de-cabelo-moderninho de Mariana Ximenes, Lara, liga para Harley - sim, como o cometa - personagem de Cauã Reymond, e pergunta onde ele está, porque ela precisava vê-lo. Enquanto ele dizia o endereço, o nome da rua, quadra e ponto de referência, notei algo familiar. Pois é, Harley estava aqui em casa e eu não notei.
Quando eu digo que nos últimos dias minha casa está movimentada...
E coisas estão acontecendo... depois escreverei mais sobre isso.
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Quarta-feira, Agosto 06, 2008 2:36 PM
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O sofá chegou... é quase uma poltrona-cama, na verdade..
Quebrei um dos quatro pratos que eu tinha em casa... ele se despedaçou completamente quando escorregou da minha mão, e surpreendentemente não me cortei, mesmo após catar todos os pedacinhos usando um par de luvas de lã que Reure trouxe para mim de sua última viagem a Gramado.. esse luvas sempre são úteis nas mais diversas tarefas domésticas.. e ainda me aquecem...
Sou filha única. Menos egoísta do que espera-se que um filho único seja. Mas tenho problemas em dividir espaços, não nego. Porque além de ser filha única, minha família sempre foi pequena e nunca convivi muito com primos. Portanto, nunca precisei dividir meus espaços com ninguém. E receber hóspedes na minha nova casa tem sido um bom exercício de auto-controle. Porque o espaço é muito pequeno, organizado do meu jeito por motivos que eu sei que são lógicos, mas que outras pessoas não tem a menor obrigação de deduzir que tal coisa tem que ficar de tal jeito por tal motivo. Portanto, um corpo estranho modificando esses hábitos e rotinas sempre causa um choque inicial.
Mas comprei o sofá-cama exatamente porque quero receber sim, muitos hóspdes. Por favor, não interpretem esse desabafo como um recado de que "não suporto ter ninguém na minha casa"... não é isso... apenas estou me adaptando a mais um novo aspecto da minha vida. Porque mesmo em Salvador nunca recebemos muitas pessoas em casa... eram pouquíssimas as situações. Então é diferente para mim.
Eu, que vez ou outra reclamava de solidão, não poderei abrir a boca para dizer isso em agosto. Somente para sentir falta dela. Porque confesso que sinto falta de ficar só, mesmo com pouco tempo sendo anfitriã. Mas isso faz parte do ser-humano eternamente insatisfeito que sou.
Ontem, ouvi a seguinte frase: "às vezes em me canso e queria muito tirar férias de mim mesma"... isso acontece comigo o tempo todo... ainda mais quando sei que sou chata, neurótica, obssessiva por controle, instável e agressiva...
Mas sou legal, na maior parte do tempo. :)
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Segunda-feira, Agosto 04, 2008 7:18 PM
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Dormi...
Comprei o sofá-cama...
E pensei durante os últimos dias em vários tópicos para escrever no próximo post, no caso, nesse post... como os últimos dias foram muito agitados (não fazia tanta farra seguida desde a época em que eu perseguia o trio-elétrico), vez ou outra eu me pegava pensando em frases soltas que juntando com uma coisa aqui e outra ali, formariam pensamentos conexos e bacanas para meus leitores.
Eu penso escrita... e penso melhor do que falo... escrevo melhor do que falo... mas eu penso demais... porém não escrevo tanto...
Estou exausta mais uma vez... e agora minha cabeça pesa duas toneladas em cima dos ombros. Eu sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. Aconteceu. O caixa-eletrônico não mente jamais. E questões práticas continuam sem solução.. e ainda não consigo ser independente... muito pelo contrário. Agora serei mais dependente do que nunca. Não gosto de pensar nisso...
Eu gosto de pensar em uma festa de aniversário, na festa de aniversário que planejei fazer no fim do mês, e que durante tantos anos seguidos pensei em fazer mas nunca consegui por diversos motivos. Já que a vida é nova, gostaria de fazer a tal festa, apesar da distância que me separa da maioria dos amigos, mas, festa é festa, e meu aniversário seria um ótimo motivo para uma.
Não farei mais festa... não posso...
E agora o "não poder" vence todos os "poderes" que me dei ao sair de casa.
Odeio perder o controle...
Odeio não saber a solução para as questões que me afligem...
Odeio estar aqui, nesse momento, escrevendo mais um texto deprê.
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Sexta-feira, Agosto 01, 2008 11:49 AM
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Semana intensa...
Não tenho conseguido dormir mais do que quatro horas por noite, o que me destrói.. sou um zumbi ambulante... mas não reclamo...
Durante o dia eu me preocupo, me estresso, canso até a exaustão de tanto pensar e não conseguir resolver absolutamente nada. Me decepciono, desespero, grito e choro pra dentro, com medo que esses gritos, se soltos pelo ar, se tornem reais, mais do que já são.
Mas aí chega a noite e eu consigo enfim relaxar, berrar para ultrapassar o som e conversar futilidades com as pessoas ou mesmo para acompanhar a letra das músicas de bandas que gosto. Distrair a mente do peso de crescer, como sempre digo aqui.
E tenho dormido pouco, e apesar dos dias difíceis, são as noites que têm me relaxado. Será que São Paulo já me subverteu? Eu, sempre diurna... não, é apenas uma circunstância.. várias na verdade... mas ainda sou do dia.. talvez por isso esteja dormindo tão pouco... o sol sempre me chama...
E revi pessoas queridas, e mais outras chegarão para tornar São Paulo mais baiana do que nunca.
Preciso arrumar a casa...
Preciso comprar um sofá cama...
Preciso dormir mais um pouco...
Preciso sonhar e lembrar no dia seguinte, para continuar sonhando acordada, e não deixar que minha vinda para cá perca o sentido.
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Segunda-feira, Julho 28, 2008 9:29 AM
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O fim de semana do dia 26 de julho, que desde o ano passado eu sabia onde deveria estar, já passou. Passou e eu não estive no casamento de Tuti e Samantinha (queridos, já mandei todos os beijinhos e desejo de felicidades pra vocês, né?), muito menos na formatura de KK (cunhada, te apertarei em poucos dias e comemoraremos por aqui). Mas, como o meu mundo é louco - o de outras pessoas deve ser também, mas como o mundo descrito aqui é meu, a vida é minha, ele é o centro do universo desse blog - no sábado fui para a comemoração de um casamento de amigos baianos/paulistas. Liz e Hora deram a oficilizada no civil com direito a moquecas, nos salvando da abstinência de dendê. Foi uma ótima tarde. Mas a noite foi difícil.
Entrei em crise por tudo o que tem acontecido e fiquei baixo-astral mesmo, de uma hora para outra. Para minha sorte, estava na companhia das minhas queridas salvadoras em SP, e prontamente elas afastaram meus pensamentos ruins, não apenas naquele momento, mas até agora, me sinto melhor.
Mais um mês se aproxima, o do meu aniversário que sempre foi meu mês preferido - dividindo com janeiro, claro - mas que continua trazendo a mega interrogação sobre meu futuro aqui. Mas evitarei pensar nisso e seguir o conselho que recebi ontem, junto com uma visita fofíssima e mais cabides para me salvar do caos: "pensamento positivo sempre Papá, porque é assim que a gente atrai coisas boas"..
E semana passada Salvador teve sua temperatura mais baixa em 70 anos... 17 graus... aqui, no sábado, chegamos a 13... saudades do clima de casa.
Sim, eu gosto do calor baiano.
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Sexta-feira, Julho 25, 2008 10:13 AM
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Nome Próprio
Após várias tentativas frustradas de assistir Batman essa semana, fui para a sala de arte. Porque pra mim, filme "cinemão" é pra ver acompanhada... sozinha eu prefiro ver os "cabeções". Apesar de não fazer muito sentido, porque normalmente são os cabeções que estimulam conversas e discussões pós-sessão, mas é como se os filmes pipocões pedissem uma galera que ocupe mais de uma cadeira para que seja bem visto. Eu gosto é de assistir filmes, e cada dia mais tenho a certeza de que devo acabar com essa frescura e ir sozinha sempre que quiser ver alguma coisa.
Mas ontem consegui companhia e fui com Maria ver o filme que eu já tinha ouvido falar há um tempinho quando meu digníssimo namorado participou de uma promoção pela internet e fez um trailer com trechos disponibilizados para isso. E ficou bom mesmo, ele leva jeito para trailers. Enfim...
O filme é bonzinho.. nada de mais... Leandra Leal fica pelada o tempo todo e a personagem dela é irritante. O tipo de pessoa que se diz "intensa", "apaixonada", mas que não passa de uma egocêntrica, egoísta ao extremo. Sempre tive problemas em conviver com gente que é assim, ou pior, que se esforça para ser. Algumas cenas são muito longas, algumas atuações são ruins, mas é um filme interessante para ser visto. O mais interessante é a identificação. É uma menina de outra cidade que veio para SP e que por várias circunstâncias vai morar sozinha e ainda por cima tem um blog.
Me identifiquei apenas na questão de entender que, assim como ela, escrever me salva. Me salva das angústias, do desespero, da loucura... mas salva de não explodir com tantos sentimentos loucos que tenho sentido nos últimos meses. Mas sempre foi assim. A cada grande decepção amorosa eu escrevia "cartas que eu nunca mandaria", dizendo tudo o que não foi dito, até porque sempre fui melhor escrevendo do que falando sobre meus sentimentos. Mas sempre mandei; acho que nunca concebi a idéia de que meus belos desabafos e até ofensas literárias ficassem guardados em pastas do meu computador, e pior, que o objeto que estimulou aquela verborragia raivosa e dolorida, nunca soubesse da existência daquilo. Sempre mandei, e em poucas vezes tive respostas. Perdi a maioria por problemas em computadores ao longo dos anos que sumiram com vários dos meus arquivos. E o mais irônico é que atualmente tenho uma trilogia dessas cartas que foram as únicas não enviadas. Para alguém que na época achei que não merecia nem isso. Mas hoje, depois de tudo bem superado, se tornou um bom amigo, que sempre está presente para ouvir meus desabafos sobre São Paulo. E agora já não sei mais se mandaria as cartas para que ele percebesse o mal que me fez há anos atrás. Já falei da existência delas e ele disse que ainda não era o momento para lê-las.
E eu sempre me questiono sobre a minha exposição nesse espaço. Mas, sinceramente, nunca me incomodei com nada. É claro que certas coisas mais íntimas eu desabafo longe das teclas, apenas com poucas pessoas em quem confio. Mas gosto de externalizar meus pensamentos e saber que alguém lê. Porque se eu quisesse que fosse só para mim, escreveria em um diário ou mesmo em um documento Word e guardaria em uma pasta, como as tais cartas. Mas gosto de deixar as pessoas que se interessam por mim a par do que tem acontecido e acho muito interessante estimular a leitura de quem nunca me viu mas gosta de acompanhar minha "aventuras" por aqui. Confesso que não sou nem nunca fui leitora de blogs. A única coisa que faço é diariamente entrar nos meus favoritos e ver o que meus amigos e leitores andam escrevendo, e só. Não busco novos horizontes virtuais. Na real, sou bem limitada nesse sentido internético. Às vezes passo um tempão sentada aqui, olhando para a tela sem saber para onde ir.
Paulinha me falou sobre a menina que inspirou o filme e me disse qual o endereço do blog dela. Fui até lá e não tive a menor paciência para ler mais que dois posts. O que é doido, poque gosto de ver na TV todo o tipo de Reality Show, principalmente os que tentam se aproximar ao máximo da vida cotidiana do outro. Acho que nesse sentido de voyerismo, sou totalmente visual.
E assim continuo escrevendo... desabafando... escrevendo... vivendo...
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Quarta-feira, Julho 23, 2008 8:56 AM
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Estou com raiva do blogger!
Do nada, um dia, ficou indisponível o serviço de comentários, e como se isso já não fosse o bastante, sumiram com os comentários que já existiam. Reure mexeu, mexeu, mexeu e não descobriu como resolver. Aí apareceu meu querido Caldeira, que também tem blog e entende dessas coisas e mexeu, mexeu, mexeu, tb não descobriu o que aconteceu mas deu um jeito temporário: agora é possível deixar comentários, mas os antigos não voltaram. Eu até posso vê-los em algum lugar aqui do "blogger.com".. mas é legal quando eles fazem parte de um contexto... droga de internet e coisas de internet. Droga!
Eu tenho tentando desenvolver um projeto, que ainda é só um projeto mas que pelo menos ocupa minha cabeça... vamos ver no que é que dá.
E eu queria muito pisar os pés na areia, sentir muito calor, pingar de suor, poder me jogar no mar e ficar horas lá dentro relaxando, ficar com o cabelo duro de tanto sal e usar biquini o dia inteiro... acho que sinto mais falta disso do que de pãozinho delícia.
Hoje é o dia nº 30 sem chuva em São Paulo.. vim pro sertão sem saber...
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Terça-feira, Julho 22, 2008 10:43 AM
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Não é apenas o meu mundo que está mudando.
Ontem, finalmente, consegui falar com minha mãe pelo msn. Depois que vim para SP, ela resolveu comprar um computador e fazer aulas de informática. Talvez estimulada pelo fato que uma vizinha arranjou um marido em salas de bate-papo (mas eu sempre avisei que isso nunca é muito confiável hehehe) ou por saber que eu converso quase todos os dias com meu pai pelo Skype sem gastar telefone, ela decidiu entrar no mundo virtual. E conseguiu. E ontem eu a vi, e ao meu pai também, no meu antigo quanto, com o cenário de parede cor de mostarda contrastando na cadeira vermelha.. deu saudade. E meu pai se mudará para Arembepe essa semana... segundo Reure, aos poucos ele vai conseguindo se isolar do mundo... pelo menos, que seja perto do mar.
O fim de semana foi movimentado e musical. Shows do Cascadura provocaram uma sensação engraçada de familiaridade em um ambiente estranho. Foi como matar as saudades do universo que frequentávamos em Salvador. Escrevi no plural porque Juana também se sentiu assim, e berrou e pulou comigo durante as músicas. Outra coisa engraçada de SP, é que desde que cheguei aqui, essa foi a segunda vez que fui para um show na van de músicos, fiquei no camarim ou em alguma parte perto do palco acompanhando a histeria do público. Uma banda de axé e outra de rock. E essa coisa da histeria é muito louca, porque é estranhíssimo ver tanta comoção simplesmente pela aparição daquelas pessoas que são aquelas pessoas.. dá pra entender? Pessoas que batem papo, falam besteira e são "gente como a gente". Só fico histérica com Chico Buarque, e mesmo assim, de forma involuntária como aconteceu no único show dele em que fui na vida, chorando descontroladamente durante minhas músicas preferidas. As pessoas próximas de Chico devem achar isso esquisito também. O mais louco deve ser para quem é o objeto da histeria...
E eu continuo procurando o que me distraia nessa cidade durante minha longa espera por algo que colocará minha vida nos eixos.. até tenho encontrado.
E São Paulo, para mim, continua do mesmo jeito.
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