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Quarta-feira, Outubro 28, 2009 10:38 AM
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Hoje senti saudades do Soteropolisampa. Lendo o blog do querido Jack que acabou de se mudar para a Argentina, bateu a nostalgia de quando escrevia coisas legais, ou nem tanto, mas quando escrevia.
Parei por uma série de motivos. E ainda não sei se quero voltar. Mas hoje, só hoje, deu vontade de tirar o pó, abrir as janelas e deixar a luz entrar no ambiente frio e sombrio.
Há menos de uma semana não fui reconhecida. E fiquei feliz e triste ao mesmo tempo. E ainda não voltei a me re-conhecer completamente.
Mudei o cabelo, fiz uma nova tatuagem e continuo montando uma lista de constantes mudanças... será que isso um dia pára?
São Paulo já perdeu toda a novidade de uma cidade nova com coisas diferentes a serem exploradas. Continua com tudo que é o seu maior "cartão-postal", de vida cultural intensa, lugares para ir, comer, comprar... mas se tornou parte do cotidiano.. não sei se consigo explicar bem isso... é que antes ainda havia uma excitação da minha parte pelo novo. Agora não há mais. Agora é a cidade onde moro, onde cada vez mais me estabeleço e corro atrás da vida profissional, do dinheiro pra gastar, juntar, viajar...
E a vida segue... e eu sigo, de olho no "novo" que ela tem pra me oferecer.
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Terça-feira, Setembro 15, 2009 8:53 AM
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Nesse momento, o amor e cuidado incondicionais acabaram de deixar a casa.
E eu... ah, não pensei que fosse doer tanto. Me sinto mais desamparada do que nunca. Me sinto com mais incertezas sobre a vida do que nunca.
E sinto como se as dores da vida não passassem, só fossem se acumulando até o momento em que viver se tornará insuportável.
Revivi certos hábitos, irritações, saudades e muitas lembranças. Tive o gostinho do que é perceber de verdade que, independente dos defeitos, alguém te ama. Mas os pais sempre amam, né?
Só que agora, enquanto eles vão para o aeroporto, e eu para uma coletiva de imprensa, sinto... dor.
Desculpem esses desabafos por aqui.
Mas a casa está tão silenciosa e vazia que só tenho vontade de gritar..
Queria mais tempo... queria mais colo... queria mais abraços, risos e alegria.
Queria mais café da manhã, mais mania de limpeza, mais humor sarcástico e até discussões. Queria até mesmo os sacos de lixo do tamanho errado, e ouvir o chamado de "Palominha" ou "Papai" - como estranhamente meu pai me chama - duranto todo o dia...
Queria sentir que não faltam tantos pedaços no meu coração...
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Terça-feira, Setembro 08, 2009 7:26 PM
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Foi assim, pelo msn:
Pai: Papa, como você está?
Eu:(...)queria que vocês viessem aqui...
Eu: :(
Pai: vamos tentar
Eu: sei que tá difícil...
Depois conversamos sobre outras coisas e em um determinado momento:
Eu: Pai, você sabe usar o torrent? Eu queria baixar uma série e não sei usar...
Pai:Papa, eu uso o E-Mule...Eu e sua mãe estamos chegando amanhã no final de tarde em SP
E eu, louca, já começo a reclamar que eles têm que ficar mais, que não podem voltar na data que ele comprou porque por conta do trabalho só poderei ficar poucos dias com eles, e que a escolha do aeroporto foi ruim, e que estou com medo da chuva, e com medo da minha mãe ficar nervosa porque nunca andou de avião antes... até que meu pai tecla, provavelmente com a calma e serenidade irritantes e tão características, que se eu continuasse falando nisso, eles não viriam mais...
E estou tão feliz... e é tão surreal achar que eles, os dois, e juntos, estarão aqui amanhã.
E foi tão inesperado, tão de surpresa, que ontem eles mandaram alguns documentos que eu precisava por um amigo que voltou hoje de Salvador.
Preciso arrumar a casa e fazer mercado.
Preciso fazer um pacto com São Pedro para que ele acabe com esse tempo horroroso. Sei que só ficarei tranquila com os dois aqui no apartamento.
Eles estão chegando!
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Domingo, Agosto 30, 2009 8:16 PM
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Semana passada - é tão estranho que originalmente o domingo seja primeiro dia da semana - comecei a fazer meu quadro de cinema no Virgula.
Foi muito bacana por vários motivos. Porque voltei a fazer algo que sempre gostei; voltei e me sentir útil, e competente, e que estou começando algo que só vai me aperfeiçoar e me fazer melhorar no que quero continuar fazendo, e porque sim.
Para ser bem sincera, eu estou me metendo em várias coisas no trabalho, o que é ótimo para ocupar a mente, a vida e finalmente me jogar no que vim fazer nessa cidade. Originalmente sou editora da home no fim de semana (o que não é pouca responsabilidade). Agora, apresento, entrevisto, penso nas pautas e quando é necessário faço a produção também desse programa - é curtinho, mas chamamos de programa mesmo assim. E olhe que nem fui eu quem sugeri; me convidaram e eu fui feliz da vida.
Eu ainda tenho outro projeto, que quando finalmente sair só das idéias, avisarei a todos.
A primeira pauta de cinema que arrumei foi na cabine (sessão pré-pré-estreia para jornalistas) e coletiva de imprensa de "Os Normais 2". Nunca assisti muito a série, mas confesso que apesar de certas restrições, gosto do humor de Fernanda Young e seu marido, Alexandre Machado.
Essa foi minha primeira cabine e, apesar de sozinha, me senti tão adulta e tão jornalista chegando, dando o meu nome que estava na lista, ganhando brindes do Telecine, vendo o filme e indo de van para o hotel onde encontraria os atores, diretor e roteiristas. Às vezes me via rindo sozinha, de mim mesma, por estar assim, meio bobona.
E até o último minuto fiquei tensa. Por causa da coletiva de imprensa sobre o novo programa de Eliana 'dedinhos' no SBT, quase quase que a câmera não chega. Mas chegou, na última pergunta, e conseguimos pegar sonoras com todos. E foi bom, me senti à vontade. Engraçado que fiquei muito mais nervosa quando, achando que não gravaria mesmo, peguei o microfone e fiz uma pergunta no meio da coletiva.
E fiquei angustiadíssima quando na quinta feira não me meti na edição - acho até que poderia, mas achei melhor não ser a chata controladora que quer dar pitaco no trabalho dos outros. Mas gostei do resultado final, não tanto da apresentação que fiz em estúdio, me achei pouco natural, mas.. foi a primeira vez depois de muito tempo, no meio da redação...
Quero só melhorar e não me importar nem um pouco quando figuras estranhas comentarem coisas que nitidamente estão ali só para.. sei lá, na real... como não sou esse tipo de pessoa, não sei qual a motivação de mesquinhez que, pelo visto, tanta gente tem por aí (até mais perto do que muitos imaginam). É tanta bobagem, e recebi tantos comentários tão legais que, o que é pequeno, some.
Na sexta entrevistei Dan Stulbach (!!!!!!!!), dentro no estúdio da Jovem Pan, no intervalo do programa do Pânico, com todas aquelas figuras da TV ao redor. Esse será um capítulo à parte no blog.
Agora tenho medo de andar por SP. E de olhar para os lados.
Hoje comprei um diário.
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Quinta-feira, Agosto 27, 2009 12:16 AM
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Hoje jantei com meu tio que mora em SP.
Não sou uma pessoa de "família", apegada, presente, carinhosa, saudosa, essas coisas. Mas fico feliz quando isso acontece. Um pouquinho nervosa, assumo, principalmente pela falta de contato. Mas normalmente é agradável. Acho que é assim quando a família se torna "esporádica".
Foi bom; boa comida, boa conversa (apesar de me sentir esgotada nesse momento por conta de certos assuntos). O restaurante estava lotado para comprovar uma tese levantada durante uma das conversas de que paulistas vivem para comer. Vi Marcos Winter e o absurdamente sensacional Zé Henrique Fonseca dando meia volta, para minha tristeza. Sim, sempre achei o Fonseca Filho lindíssimo. Cláudia Abreu tem bom gosto.
E descobri que sou parente de Luiz IX, rei da França entre 1226 e 1270.
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Terça-feira, Agosto 25, 2009 12:50 PM
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Enxaqueca que não passa.. e estou sem nenhum remédio aqui... e com a certeza de que não enfrentarei chuva e frio para ir na farmácia, mas achando que o valor é muito pequeno para pedir em casa. Farei uma sopinha (do tipo pronta, claro). Talvez alivie...
Pelo menos troquei o lixo... e tirei da geladeira um pote com arroz que Reure fez quando ainda morava aqui... e eu, com preguiça de limpar a geladeira, fui deixando, deixando... não tive coragem nem de reaproveitar o pote.. foi pro lixo também... junto com uma cebola que, bem, acho que deu cria de microorganismos bem estranhos, verdes e bolorentos. Eu sei, é nojento. Eu sei, não sou boa dona de casa... realmente, essa não é uma das minhas qualidades.
Ainda não tenho vontade de criar um twitter. Todo mundo tem. É moda mundial. Mas não é por isso que não tenho vontade. Primeiro, tenho problemas em escrever com poucos caracteres. Tanto que tem sido um grande exercício fazer as chamadas do site onde trabalho nos finais de semana... normalmente sou pouco criativa e copio as que os donos das matérias já deixaram prontas...por falar em trabalho, fiz besteira no domingo.. droga... por causa do Miss Universo... e levei um puxão de orelha (leve, mas levei). E eu, perfeccionista do jeito que sou, só falto ajoelhar no milho para me punir pelo acontecido.
Voltando ao twitter... não sei... já tenho orkut, blog e fotolog.. e ultimamente não tenho lidado bem com nenhum deles... imagina só ter mais uma opção? Ainda não... continuarei do meu jeito "ultrapassado"... e sim, invejo muito os que não tem, nem sentem falta de nada disso. Um dia consigo. É mais um passo em meu processo de auto-preservação... ou tentativa, pelo menos.
Estou enlouquecida querendo mudar a decoração do meu apartamento. Acho que deveria fazer um chá de casa nova, para comemorar meu casamento comigo mesma. É injusto receber presentes bacanas para a casa só quando a gente "casa". E se a gente nunca casar? Isso é muito Sex and The City e o episódio do sapato roubado num aniversário de criança.
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Segunda-feira, Agosto 24, 2009 8:52 AM
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E foi assim...
Fim de semana de trabalho e tudo ao mesmo tempo.
Acho que o dia do aniversário sempre será diferente do que estive acostumada a vida toda. E não tem como ser igual. Pela mudança, pela distância, pelos hábitos.
Mas eu queria muitos carinhos e cuidados, e café da manhã, almoço, jantar, cinema, descanso, festa, amigos, amores e tudo junto, num dia só. Sempre, claro. Mas, como não é possível, num dia só, pelo menos.
E senti um montão de coisas ao mesmo tempo em 24h. Chorei, xinguei, gritei, sorri, abracei, almocei, conversei, me embriaguei e no fim das contas foi bom. Estranho, até surreal, mas bom.
Deixei meu lado Dorothy aflorar com novos sapatinhos vermelhos e um pouco do homem de lata, do leão e do espantalho. Com todos os anseios e receios, covardias e coragem, coração e mais coração.
E a cada telefonema, uma vontade absurda de ver o sol, o mar, meus amores que estão longe e o pensamento de que "não há melhor lugar do que nossa casa". A casa de lá... e construnido cada vez mais alicerces para sentir isso da casa daqui.
Feliz aniversário para mim e obrigada a todos que amo e que tentaram me fazer sentir amada, cada um à sua maneira.
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Sexta-feira, Agosto 21, 2009 8:25 AM
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28.
Amanhã é meu aniversário.
Esse ano não fui pro salão. É o primeiro ano, em pelo menos doze, que não marco hora na semana do dia 22 de agosto. Mas Maria pintou minhas unhas. E Juana fará minhas sobrancelhas.
Também não comprei roupa nova. Comprei uma saia no brechó. Pra mim é nova. Mas de verdade, é velha.
E não esperei ansiosamente, a partir do meio do ano, o dia mais especial entre os outros 364. Até esperei por algum tempo, mas quanto mais perto, menos disposta e animada fiquei.
Não sei o que farei, muito menos para onde irei.
Não acho que serei plenamente feliz e que será tudo perfeito.
22 de agosto já não é mais como antes.
Será que para Rodrigo Santoro, Tarcísio Filho e Regina Dourado será mais legal? Ou com o tempo e tudo o que acontece na vida quando a gente vai crescendo, o aniversário para eles será só mais um dia como os outros dias?
Eu acho isso triste.
Mas talvez seja bom. Sinal de amadurecimento.
Se eu contar quantas vezes repito isso aqui nesse blog, perceberei o quanto tento me convencer de que sou uma mulher madura.
E se tento me convencer, é porque ainda não sou.
Sim, eu queria muito voltar aos tempos de festas temáticas, quando minha mãe, avó e pai passavam o dia me entretendo, me cuidando e arrumando a casa para os eventos que mobilizavam toda a rua.
Não me sinto especial.
Seja bem vinda aos 28, Paloma.
Calma, faltam algumas horas... o que mais falta?
Os dias voltaram ao tom de cinza.
E a insônia deu uma trégua...os pesadelos não.
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Quinta-feira, Agosto 13, 2009 9:34 PM
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Estou cansada de julgamentos e verdades absolutamente racionais; cansada de sempre, sempre ter que justificar o que estou sentindo, até para quem pensei que não precisasse.
Cansada de ser exatamente do jeito que eu sou, e falar demais, desabafar demais e enfim perceber que isso pode ser bem perigoso.
Cansada de sempre acreditar no que dizem que sou pro lado ruim; porque a partir de agora não permitirei que ninguém me faça acreditar em coisas que tenho certeza que não fazem parte de mim.
Porque a partir de agora, tudo ficará apenas guardado em mim, na minha cabeça, em páginas de word e de papel.
Porque só depende de mim cuidar de mim.
E vou parar de me sentir tão solitária e triste como me senti hoje.
E vou parar de escrever aqui e de entrar em fotologs por um tempo. Porque estou farta de superficilidade; farta de muita coisa. Estou farta do mal que a internet pode me causar (apenas como um instrumento cheio de recursos, claro). Estou farta de só ter textos desse tipo para escrever.
Já que é assim, tirarei férias. Férias para o trabalho. Afinal foi isso que vim fazer em SP. E trabalharei. Muito. E cuidarei de mim. Muito.
Um dia, quem sabe, volto.
O aniversário está chegando... e.... nada.
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